Coelho protesta contra "atitude reaccionária" da Secretária dos Transportes
«O deputado do PTP, José Manuel Coelho, foi esta manhã ao porto do Funchal “manifestar a sua solidariedade para com o povo madeirense” e criticar a atitude que o Governo Regional e a Secretária dos Transportes em todo este processo.
“Estamos muito gratos ao armador que durante este tempo fez escala na Madeira e estamos cientes dos benefícios que isso trouxe à Região”, disse José Manuel Coelho, acrescentando que a iniciativa serviu também “para protestar com toda a força contra a atitude reaccionária do Governo Regional e da senhora Secretária dos Transportes”.
Na opinião do deputado do PTP, a Secretaria da tutela “fizeram tudo o que pode para dificultar a vida ao empresário espanhol e para que ele agora decida acabar com linha Portimão/Madeira”.
Os efeitos desta saída serão muitos, diz. “A partir de agora a Madeira ficará mais isolada” e “caiu por terra a falácia de Alberto João Jardim, quando diz que coloca a Madeira em primeiro lugar e que defende a Madeira e que o único objectivo é a Madeira”. Tudo isso, sublinha José Manuel Coelho, “é falso porque ele não governa para os madeirenses, não governa no interesse da Madeira, mas sim governa para os interesses de um grupo restrito de empresários e oligarcas do regime, que têm enriquecido escandalosamente à custa da miséria e exploração do povo madeirense.”
Como exemplo deste lobie, Coelho apontou “a empresa dos Sousas, que tem movido tráfego de influências no sentido de ficar com todas as ligações marítimas e tudo o que é transporte marítimo na Região”.»(dn/madeira)
Protesto Contra Jardim no Porto do Funchal
Vídeo do Sr.Cipriano Silva Santos
Celho acusa Jardim de proteger o “grupo dos Sousas”
O grupo parlamentar do PTP compareceu hoje na manifestação contra o abandono da linha por parte da Naviera Armas.
«O Partido Trabalhista Português juntou-se esta manhã ao grupo de manifestantes que estiveram no Porto do Funchal para mostrar a sua indignação a propósito da saída do ARMAS da linha Funchal-Portimão.
Na ocasião, José Manuel Coelho acusou Alberto João Jardim de proteger o grupo dos Sousas, que detém o monopólio dos portos, e de dificultar a vida ao Naviera Armas para que o armador abandona-se a linha.“Está provado que o drº Alberto João Jardim quando diz que põe a Madeira em primeiro lugar essas palavras não passam de uma falácia do regime jardinista. Está demonstrado pelas perseguições que foram feitas ao armador Naviera Armas que, realmente, Jardim não defende os madeirenses e os portossantenses, defende sim as oligarquias instaladas dos ladrões do regime que têm engordado à sombra da autonomia”, atirou, sublinhando que o Governo Regional quis favorecer o “grupo dos Sousas”.
O parlamentar do PTP referiu também que a secretária dos Transportes, Conceição Estudante, foi mandatada para a perseguir a Naviera Armas criando dificuldades para que o armador desistisse de vir ao Funchal.
“Foram criadas deliberadamente dificuldades ao armador espanhol para favorecer o grupo dos Sousas e mais foram aumentadas as taxas de utilização do porto, criando dificuldades no desembarque das mercadorias aqui na Madeira e foram também aumentadas as taxas de descarregamento dos camiões que aqui custam 50 euros por camião e em Portimão são 12 euros e em Canárias 6 euros, um conjunto de barreiras para que a situação chegasse onde chegou”, apontou o deputado do Partido Trabalhista»(diário Cidade)
Joaquim Fonseca, queixa-se da justiça fascista que temos em Portugal
Não consigo viver…
E estes 8 anos sem dignidade, de humilhação, desespero e vergonha?!...
Onde está a dignidade humana, que tanto se fala num país
democrático e de direito?
Hoje até o meu orgulho me tiraram…
Estou a ficar sem chão…
Estou sem forças…
Algumas coisas piores que vi na minha vida, foi nos tribunais…
É nesta vida, que têm que pagar e não na outra…
Sem futuro só o suicídio…
Não consigo viver…
Tenho fome… Tenho sede… E os meus Filhos…? €…?!
A minha família tem sobrevivido graças ao meu pai e sogro… chega ! Não cedo a ameaças… Não me calo…
Com 46 anos não tenho NADA, roubaram-me tudo …legalmente!
E a minha família?
E estes 8 anos sem dignidade, de humilhação, desespero e vergonha?!... Onde está a dignidade humana, que tanto se fala num país democrático e de direito?
Só tenho três caminhos; matar, suicidar ou lutar! Escolhi lutar. Lutar pela minha família e pela existência simples, mas digna, incluindo um pouco de lazer e conforto que são indispensáveis à saúde mental de qualquer ser humano!Conto com a vossa ajuda!
Estou a ser vítima de terrorismo psicológico… pelo Estado português!
Neste país não temos protecção contra os grandes caloteiros protegidos pelo sistema "justiça não funciona".
O sistema está podre...
Ser empresário de uma pequena ou média empresa neste país é um autentico suicídio, pois tudo que nós conquistamos com muito trabalho e sacrifício, cheguei a conclusão que nada é nosso, pois, o sistema que está montado pelos políticos pertence tudo a eles "ESTADO", apoderam-se de tudo, vendem e só depois é que podemos provar a nossa inocência... só que, como dependemos dos tribunais, e são eles "políticos" que fazem as leis, ficamos anos e anos em tribunais e nada se resolve, mas contra nós,... é muito rápido!
Hoje culpo a justiça, por tudo de mal, me está acontecer e principalmente à minha família...
Reacção de José Manuel Coelho (PTP) ao plano de ajustamento financeiro
Jardim impõe "garrote" aos madeirenses
«Em reacção a propósito do plano de ajuda à Madeira, o deputado e líder regional do Partido Trabalhista Português (PTP) disse que Alberto João Jardim "enganou os madeirenses" e que "foi vender os madeirenses a Lisboa, porque cedeu em quase toda a linha às exigências da troika e do Governo da República", frisou José Manuel Coelho. No fundo, disse, "Jardim impõem um garrote aos madeirenses".
José explicou: "Porque o aumento dos três escalões do IVA é o colapso total da economia madeirense. Além disso, ´um garrote que impõe aos madeirenses, aos comerciantes, aos funcionários públicos, a maoiria deles ganha uma miséria de nada, e não vão ter aumentos nos próximos anos, reduções nos subsídios de insularidade. O mais grave é a alienação das empresas públicas, como é o caso da Horários do Funchal e da Empresa de Electricidade da Madeira, o que significa que os preços dos transportes e da luz vão disparar com a privatização. Com o gás mais caro, o combustível mais caro, etc... e é tudo o povo da Madeira e do Porto Santo é que tem de ir pagando estas asneiras, as festas e o regabofe do governo jardinista."»Dn/madeira
Romeira e PSD evitam prisão de Ana Sofia pedro, a betinha da droga de São Vicente
Ana Sofia Pedro, filha de António Pedro que trabalha no Centro de Saúde de São Vicente e da "Doutora da farmácia da vilha de São Vicente" como se comenta por São Vicente, foi salva da pena de prisão por influência de Romeira e do PSD que compraram a juíza Paula Pott. O nome diz tudo, a juíza também gosta de fumar os seus potes, por isso deixa em liberdade a menina que foi cúmplice no crime ao guardar toda a droga na sua casa e beneficiar com os lucros do negócio. Leia mais no "mamadeira laranja" de S. Vicente.
Saúde nas mãos do “ditador do SESARAM”
Publicado em 27 Janeiro 2012 por Tânia Cova
Trabalhistas dizem que a população sente-se traída pelo Governo Regional.
O Partido Trabalhista Português (PTP) está preocupado com a qualidade do Serviço Regional de Saúde, mais concretamente com o anúncio do encerramento do serviço de urgências em Santana, Ribeira Brava e Porto Moniz.
Hoje, numa conferência de imprensa realizada em Santana, José Manuel Coelho acusou o Governo Regional, através da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, de esquecer uma área prioritária para as populações.
“Queremos denunciar as manobras do ditador do SESARAM, que é o senhor Miguel Ferreira. O ditador tinha o sonho de acabar com as urgências fora do Funchal” e, apoiado pelo Governo Regional, conseguiu os seus intentos.
O deputado lamentou que o Serviço Regional de Saúde não entenda às reais necessidades da população. “Os moradores de Santana não merecem isto, sempre deram a maioria ao PSD, e agora ficam sem urgências”.
As críticas foram também apontadas ao presidente da Assembleia Legislativa da Madeira. Coelho lembrou que o médico, natural de Santana, não disse “nem uma palavra de protesto contra este atendado ao povo”.
Nas próximas eleições, já nas autárquicas, compete ao povo escolher novos governantes. “As pessoas vão ter que votar em mim, no meu partido, para darmos a volta a isto e repor os direitos sociais”.Ver Cidade Digital
O Santacruzense é um histórico do futebol regional, que já viveu tempos áureos
Miguel Justino
Apesar de actualmente se encontrar a disputar o 'regional' da I Divisão, o Sporting Clube Santacruzense já teve os seus tempos áureos, quando competia ao mesmo nível que Marítimo, Nacional e União.
Fundado em 1935 por adeptos que nutriam simpatia por Sporting e Académica (daí a razão das cores ser o verde e o preto), só 25 anos mais tarde o clube regenerou-se e através de uma liderança forte e de uma boa campanha de marketing foi desbravando as muitas barreiras existentes até atingir o patamar mais alto do futebol madeirense.
João Ildefonso foi o grande mentor e impulsionador da 'refundação' do Santacruzense, na década de 60, onde iniciou o processo de filiação na então Associação de Futebol do Funchal. Chefe de secretaria do município de Santa Cruz, que nesse tempo tinha mais poder que o presidente da autarquia, moveu influências e meios para a construção do campo municipal, dotando-o de bancadas, balneários e um piso drenado, de forma a poder ser utilizado para jogos oficiais. Depois do Estádio dos Barreiros e do Campo do Liceu, no Funchal, o 'Municipal' de Santa Cruz foi o terceiro recinto, o primeiro fora da cidade, a reunir condições para se jogar futebol federado.
Foi na liderança de Ildefonso que o clube construiu grandes equipas de futebol, conquistando cinco títulos consecutivos na Promoção, o último na época 1965/1966, rivalizando com o Sporting da Madeira pelo estatuto de terceiro maior clube da Madeira.
Na década 1960/70, Santa Cruz começa a surgir na ribalta. A Madeira começa a expandir-se para o exterior após a inauguração do aeroporto de Santa Catarina (1964), e o clube de futebol seguiu-lhe as pegadas, extravasando até açambarcar títulos e atingir os 'nacionais'.
O futebol do Santacruzense teve duas grandes 'levas'. A primeira, a que ganhou os seis títulos da Promoção e que andou num vaivém entre o secundário e o escalão máximo. A segunda foi a dos anos 70/90, com uma equipa formada basicamente por jogadores da terra e que conquistou vários títulos e troféus em competições regionais.
Foi com este naipe de atletas que o DIÁRIO se reuniu, registando histórias e memórias de outros tempos, um encontro/convívio que contou com a presença do decano Silvestre, uma referência do clube dos tempos da Promoção. Ele e outros mais devem ter vestido pela última vez uma camisola que outrora ajudaram a conquistar tantas glórias.
Uma equipa que jogava com os 'olhos fechados, conforme os próprios confessam com orgulho. Na baliza pontificava Quintal, um guarda-redes difícil de bater quando 'engatava'. Os laterais eram dois 'ossos duros de roer', José Luís 'Finca' na direita e Ascensão na esquerda. Dois 'navalhões' com fama e com proveito.
Ascensão acabou transferido para o Marítimo, enquanto José Luís apenas conheceu uma camisola. No centro da defesa, Manuel e Teodoro, formavam uma dupla segura, 'política' e desportivamente correcta.
Muito afinada era a 'orquestra' no meio-campo, onde Óscar Marujo tratava a bola como poucos, colocando-a com mestria onde queria. Foi dos melhores jogadores da sua geração, acabando no Marítimo, a exemplo de Zeca. Araújo e o 'todo o terreno' Vieira (que surgiu mais tarde), enquanto as alas mortíferas, Martins (direita) João José (esquerda), eram os 'senhores' assistentes 'à antiga' para o matador 'Viveiros' se encarregar de concretizar. Pereira, Humberto, David, António, Óscar Rodrigues, Evangelista, Carlinhos, Gouveia, Rossana, foram outros jovens da cantera integrados.
Grande arraial com ajuda de um 'Mestre' O Santacruzense ganhou 5 vezes consecutivas o Torneio da Promoção, mas só 'à quinta' conseguiu vencer o Sporting da Madeira no Torneio de Competência e subir à I Divisão Regional. Aconteceu na temporada 1965/1966. Tudo foi minuciosamente preparado pelo presidente João Ildefonso, desde a escolha do treinador, Jacinto Mestre, até ao recrutamento de alguns jogadores profissionais, entre os quais se destacavam o brasileiro Baptista (avançado, que depois se transferiu para o Famalicão, da I Divisão), Nogueira (ex- Oriental) e Barreiros. Uma campanha de marketing e uma mobilização geral redundou num sucesso.
No jogo da 1ª mão disputado no Estádio dos Barreiros, o Santacruzense aproveitou o facto do Sporting da Madeira jogar desfalcado devido a uma crise interna e venceu por 1-0. Já em Santa Cruz os ´leões' alinharam na máxima força, massacraram, mas não foram além do empate sem golos. O jogo da subida coincidiu com uma festa religiosa, e com a multidão que se deslocou ao campo de futebol o 'arraial' não poderia ter sido maior.
Na 1ª época, treinados por Ibañez, ainda se aguentaram no escalão máximo regional, competindo com Marítimo, Nacional e União, mas no 2º ano a equipa passou a ser orientada pelo treinador-jogador, Rafael, descendo de divisão.
Bráulio França e Óscar Marujo 'faltaram à chamada' Duas figuras incontornáveis do desporto, do clube e da cidade 'faltaram' ao encontro. Falamos de Bráulio França e de Óscar Marujo. Mais do que ninguém tinham muitas histórias para contar, uma vez que durante muitos anos deram muito do seu saber e querer à 'segunda família'. Bráulio, para além de jogador foi relevante dirigente. Assumiu com coragem e amor a liderança do clube, quando se encontrava vetado ao abandono. Já Óscar Marujo foi um exímio praticante e treinador desde a formação aos seniores, tendo passado ao lado de uma grande carreira.
'Faltaram à chamada' porque desapareceram recentemente do mundo dos vivos, mas estas figuras carismáticas foram recordadas, a exemplo de José Manuel e David 'beka', este de uma geração mais recente.
Martins, actual elemento da direcção liderada por Gil Alves, fez de cicerone. O 'machiqueiro' Viveiros não trouxe o fato como no dia da apresentação, mas fez questão de fazer a diferença com um chapéu 'lacoste'. Ascensão fez-se acompanhar de muitos recortes de jornais, tantos que davam para fazer uma exposição. Mais diplomáticos e reservados apresentaram-se Luís Gabriel e Gil França, antigos jogadores e ex-dirigentes do clube e… rivais políticos.
Campo nas Eiras é "erro colossal e retrocesso" Apesar da nova imagem que Santa Cruz apresenta e que todos aplaudem, as críticas surgem sobre o local (Eiras) onde foi construído o complexo desportivo, agora denominado Bráulio França, em homenagem ao ex-dirigente. " Um erro colossal e um retrocesso", foi como vários antigos jogadores consideraram, por ficar situado muito afastado das zonas habitacionais. A opção defendida era na ribeira da Boaventura onde existe o Aquaparque, bem perto das escolas. Só de transportes o clube gasta uma 'pequena fortuna' e com aquela distância 'ninguém vai à bola'…
Martins resolveu o 'problema' de Amaral No ano de 1980, Marítimo e Santacruzense disputaram à noite, no campo do Liceu, a final do torneio 'José Mendonça'. A equipa 'verde-preta' estava nos seus tempos áureos, cheia de força e com o astral em alta, pois acabara de eliminar o Nacional. Perto do final, o jogo mantinha-se empatado sem golos, até que se ouviu em voz alta o guarda-redes Amaral: "Oh pá, não me digam que ainda vai prolongamento"? Pouco tempo depois o Santacruzense marcou, através de Martins e o capitão logo ripostou: " Podes ir para casa que já resolvi o teu problema". Ainda veio o 2.º golo...
Zeca 'ganhou' o medo de viajar de avião Em 1971 despontou em Santa Cruz um craque que, ainda com idade de júnior, transferiu-se para o Marítimo. Para além do valor pecuniário (50 contos pagaram na altura os verde-rubros), o Santacruzense ainda recebeu os empréstimos de Faria, Carlos Gomes e Rui (irmão de Ângelo), que no regresso aos 'verde-rubros' impôs-se na I Divisão Nacional. Zeca ganhou títulos no Marítimo e também o medo de andar de avião, numa altura em que o aeroporto era de reduzidas dimensões. De tal forma que se recusou a viajar para os Açores numa eliminatória da Taça de Portugal.
Fernando 'Titaia' humilha João Baptista O futebol é emoção, espectáculo, mas também diversão e até chacota. Num Santacruzense-Machico, alinhava na baliza de Santa Cruz o conhecido papa-léguas, João Baptista, um intempestivo machiquense que não parava de correr. Do lado de Machico, brilhava o avançado Fernando, mais conhecido por Titaia.
Fernando e João Baptista eram duas incontornáveis figuras de Machico e enfrentaram-se nesse jogo com o campo 'à cunha'. Numa jogada, Fernando surgiu isolado, mas rematou denunciado e João Baptista defendeu. Momentos depois, ocorreu uma situação idêntica, só que desta vez simulou, 'sentou' o guarda-redes de Santa Cruz e fez golo. Foi a gargalhada geral dos adeptos tricolores que se encontravam atrás da baliza. João Baptista não gostou da humilhação, barafustou, protestou e foi até ao meio-campo a gesticular, pedindo explicações a Titaia.
Com Cristo, Espírito Santo, Cardeal e um padre Houve uma equipa do Santacruzense no tempo da Promoção/I Divisão, onde no onze base alinhavam jogadores com nomes associados à Igreja Católica. Havia um Espírito Santo na baliza, um Cardeal na defesa e um Cristo no meio campo. Mas o espírito religioso não se quedava apenas dentro de campo, porque na direcção havia o padre Patrocínio. Tudo mudou quando mais tarde o clube contratou o "diabo'… 'à solta' para a baliza e teve de ir jogar ao campo do Calvário (Taça de Portugal, em Vila Real)…
Luís 'Cabrito' não sabia para que baliza chutar Ontem como hoje, quanto mais jogadores um clube inscrevesse mais aumentava a contribuição financeira. Aquilo era federar atletas em maior número possível e é aí que o clube inscreve nos juniores um jovem de Gaula, com o nome de Luís e alcunha de 'Cabrito'. Mesmo sem treinar, foi convocado para um jogo no Funchal. Começou no 'banco' mas a dada altura entrou. Pegou na bola e rematou para onde estava virado, fazendo um auto-golo. Indignados, os seus colegas confrontaram-no ao que Luís 'Cabrito' terá retorquido: "Então não é para meter a bola entre os paus"?
Asdrúbal: o desertor, professor e escritor Uma história do 'arco da velha' foi contada por Asdrubal, ponta-de-lança que jogou durante três anos com o emblema 'verde-preto. Estava a cumprir o serviço militar numa unidade do continente quando decidiu desertar e fugir para a Suécia (onde residia um irmão), no princípio dos anos 70. Sem passaporte nem ajuda de ninguém, lá conseguiu passar fronteiras até chegar à Holanda onde encontrou um amigo, filho de um funcionário da embaixada, que entre trocas a baldrocas (colocou a foto noutro passaporte) e resolveu o problema. Na Suécia estudou, foi professor universitário e agora dedica-se a escrever livros. Já editou 4 ('O Ausente', 'Vencedor/Vencido', '2510, O Último Baluarte' e 'A vitória de Pirros), e em breve vai lançar mais dois: 'Úlcio e Farael, a Importância Relativa do Berço' e 'Contos e Outras Histórias'.
Ganharam o troféu, mas não receberam dinheiro Com a subida do Marítimo aos nacionais de futebol, em 1973/1974, houve um alargamento na I Divisão Regional, de 4 para 6 clubes, mas manteve-se a competição denominada Taça da Cidade. Com Nacional e União na 'mó de baixo', o Santacruzense foi o vencedor do torneio apoiado pela Câmara Municipal do Funchal. Mas como era um clube fora da cidade apenas recebeu o troféu, uma vez que a autarquia negou-se a entregar o prémio pecuniário. A 'dívida' mantém-se até hoje.
Luís Gabriel no Real Madrid 'antes' de CR7 Antes de Cristiano Ronaldo, um outro madeirense esteve perto de ingressar no Real Madrid, Luís Gabriel, de seu nome. O internacional espanhol, Ibañez, era amigo pessoal de Henrique Munhoz, técnico do Real e indicou-o ao clube madrileno. Também Benfica e Académica entraram na corrida, custeando os próprios estudos do atleta, mas uma lesão grave aos 18 anos, o apego à sua progenitora e a mobilização para o Ultramar deitou tudo por terra. Luís Gabriel quase lá chegava. (com a devida vénia do DN/Madeira)
Carlos Manuel Mourato Nunes (tenente General); pede a demissão de director-geraldo IGP [Instituto Geográfico Português]
2002-2003 - Instituto Geográfico Português
CARLOS MANUEL MOURATO NUNES- Nasceu em Castelo Branco no dia 12 de abril de 1946. Está habilitado com a licenciatura em Ciências Militares, da Academia Militar, o Curso de Aperfeiçoamento e Actualização para Capitães, o Curso Geral de Comando e Estado-Maior e o Curso Superior de Comando e Direcção, do Instituto de Altos Estudos Militares. Possui ainda outros Cursos e Estágios de que se destacam o Curso de Operações Especiais, o Curso de Comandos e o Curso de Engenheiro Geógrafo. Está habilitado com o Bacharelato em Matemática e a Licenciatura em Engenharia Geográfica, ambos da Faculdade de Ciências de Lisboa, para além de diversas especializações na área das ciências geográficas e das tecnologias da informação.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO MAR, DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO INSTITUTO GEOGRÁFICO PORTUGUÊS Direção Senhora Ministra Excelência
Ao longo do período de sete meses de mandato do XIX Governo Constitucional que V. Excelência integra, não me foi facultada a possibilidade de uma audiência para consigo dialogar, expor pontos de vista, discutir políticas, receber orientações ou, tão simplesmente, estabelecer uma mera relação de conhecimento entre uma política com responsabilidades governativas e um dirigente superior da Administração Pública. Nestas circunstâncias, por uma questão de lealdade institucional, sentido ético e de respeito pela causa pública, sou obrigado a utilizar este meio para me dirigir a V. Excelência, na qualidade de, ainda, Diretor-Geral do, ainda, Instituto Geográfico Português. Durante estes meses do seu mandato, que segui atentamente, esperei uma palavra, uma orientação, uma oportunidade; tal não aconteceu, situação que lamento profundamente e que, por inusitada, muito estranho. Ao longo da minha extensa carreira profissional, sempre servi o meu País nas mais diferentes circunstâncias e nos mais elevados patamares de complexidade, com profissionalismo, isenção e dedicação, trabalhando com todos os governos, com lealdade e respeito mútuo, independentemente da maioria política em que os mesmos se apoiavam. Nada que não seja de esperar de um cidadão que respeita e se respeita e de um militar que jurou servir a Pátria e os seus concidadãos. Esta vivência profissional, esta experiência de administração pública, esta atenção que dedico à condução política do País, este empenhamento de décadas à causa pública legitimam, a meu ver, a estranheza e o desencanto que sinto pela forma como, por ação ou omissão, fui tratado por V. Excelência. Tem a Senhora Ministra o direito de gerir o Ministério como entende ser politicamente mais adequado. Tem igualmente o direito e a prerrogativa de escolher dirigentes da sua confiança política e que considera melhor vocacionados para cumprir os objetivos do Governo. Já não terá o direito de não receber em audiência os altos dirigentes em exercício de funções, de não os ouvir para os grandes estudos e análises que concorrem para a elaboração do processo de decisão, que deveria preceder as reformas em curso. Como compreenderá nunca sabemos tudo, não há verdades absolutas, a seriedade, o saber e a ética não estão só de um lado, o mundo não se divide em bons e maus, a dicotomia de nós e os outros só é defendida por espíritos fracos. Entendo e, neste particular penso estar certo, que a profundidade das reformas exigia conhecimento, experiência, reflexão e diálogo. Naturalmente que as circunstâncias que o País vive exigem medidas difíceis e decisões firmes, mas nada disso é incompatível com a audição dos interessados, antes pelo contrário, aconselha-a. A mobilização dos trabalhadores será tanto maior quanto mais se sentirem envolvidos e corresponsabilizados no processo de decisão e empenhados na sua realização. A experiência diz-nos que as medidas políticas apenas têm plena aplicabilidade quando são feitas com e para as pessoas, e não contra as pessoas. No que à Geodesia, Cartografia, Cadastro e Informação Geográfica respeita, V. Excelência e o seu Secretário de Estado com competências delegadas nestas áreas, não ouviram os dirigentes nem os especialistas deste Instituto. Aliás, se o tivessem feito, para além da dimensão ética da atitude, a reforma seria diferente, para melhor, sem desrespeitar as linhas de orientação do Governo no que ao PREMAC refere. Acredite, Senhora Ministra, que não me move qualquer sentimento de crítica estéril e muito menos de despeito pessoal, tal seria descer a um nível que não é nem nunca será o meu. Sobre esta matéria fui sempre claro desde o início. Entendo, isso sim, que em Portugal não podem ocorrer oportunidades perdidas e esta será, infelizmente, mais uma oportunidade perdida. Para quem durante anos serviu a Informação Geográfica nas suas vertentes de geodesia, cartografia e cadastro, para quem esteve ligado aos mais importantes desenvolvimentos ocorridos em Portugal nos últimos vinte e cinco anos, nesta área do conhecimento, para quem sempre sonhou, lutou e pugnou por um Instituto Geográfico Nacional à dimensão do que melhor existe no mundo desenvolvido, esta solução do Governo de V. Excelência é redutora, minimalista e não serve, a meu ver, os interesses do País. Com a publicação da Lei n.º 7/2012, de 17 de Janeiro, tive, pela primeira vez, conhecimento da estrutura orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. Admito, pois, que o diploma orgânico que concretizará a criação da Direção-Geral do Território esteja apenas pendente de publicitação e que, por conseguinte, o processo seja idêntico. Para nenhum deles me foram solicitados contributos e não me revejo na organização preconizada e, na forma como a Geodesia, a Cartografia, o Cadastro e a Informação Geográfica foram, em meu entendimento, subalternizadas. Considero, pois, Senhora Ministra que a minha missão, de momento, está cumprida. Nas duas audiências que tive com o Senhor Secretário de Estado manifestei a minha disponibilidade para me manter na Direção do Instituto até à reorganização. Cumpri a minha parte e esforcei-me por cumprir bem, como é meu dever. Nada me é devido por isso, apenas o respeito que um Diretor-Geral merece. Aceite Senhora Ministra, o meu pedido de exoneração do cargo de Diretor-Geral do Instituto Geográfico Português. Para V. Excelência, os votos dos melhores êxitos pessoais e profissionais. Respeitosos cumprimentos, l
O Diretor-Geral Carlos Manuel Mourato Nunes, Tenente-General
BUROCRACIA FASCISTA DE JARDIM HUMILHA POVO MADEIRENSE!
Roberto Almada é a nova vìtima dos tribunais fascistas madeirenses ao serviço do Regime "mamadeira" do Alberto João.
Roberto Almada sentenciado a 9 de Fevereiro
Alegações foram esta tarde no Tribunal Judicial do Funchal
O Tribunal Judicial do Funchal agendou hoje para 9 de Fevereiro, às 14 horas, a leitura da sentença do caso relativo ao processo movido pela 'Tecnovia' contra o dirigente do Bloco de Esquerda (BE), Roberto Almada.
O processo foi julgado ontem e hoje decorreram as alegações finais.Roberto Almada foi pronunciado, a 20 de Julho de 2011 pela prática de um crime de difamação e um crime de ofensa a pessoa colectiva.
O caso remonta a 18 de Julho de 2007, altura em que, numa iniciativa política sobre a construção da rua que liga os Barreiros à zona da Cruz de Carvalho, Roberto Almada disse que a empresa que tinha ganho a obra tinha sido "nem mais nem menos que a 'Tecnovia' do senhor Jaime Ramos, que é presidente do grupo parlamentar do PSD".
Mais disse que era por essas e por outras que o PSD e o Governo Regional não querem uma lei de incompatibilidades na Madeira que impeça que um deputado aprove, de manhã, na Assembleia, uma lei que o vai beneficiar, à tarde, enquanto empresário.
Roberto Almada foi inicialmente acusado pelo Ministério Público (acusação pública) pela prática de um crime de difamação e, por parte da acusação particular, de um crime de ofensa a pessoa colectiva e cinco crimes de difamação (correspondentes a cinco administradores da 'Tecnovia').
Para além do processo-crime os assistentes ('Tecnovia' e seus cinco administradores) moveram um pedido de indemnização civil na ordem dos 50 mil euros. O sucesso ou insucesso do pedido depende a decisão sobre o processo-crime. (dn/madeira)
A nossa Solidariedade com o camarada Roberto Almada
José Manuel Coelho denuncia burocracia fascista na "Horários do Funchal"
«José Manuel Coelho denunciou esta tarde a burocracia "fascista" imposta pelo Governo Regional aos pensionistas e reformados para ter direito aos descontos no passe da "Horários dos Funchal". O deputado do PTP comparou a papelada exigida à que Hitler pedia aos judeus antes da II Guerra Mundial para obter a cidadania alemã. Faltava sempre um papel e assim parece, referiu, o que se passa agora com os passes dos reformados e pensionistas. São precisos papéis, IRS, o seu e dos agregados familiares e ainda por cima em longas filas de espera.
Assim, disse, só na Alemanha de Hitler ou na antiga URSS, quando era preciso longas esperas para ter uma ração de alimentos. José Manuel Coelho lembrou que no Brasil e na Venezuela, países do Terceiro Mundo, estes passes são gratuitos.» (dn/madeira)
Escreve Marta Caires a prestigiada e bonita jornalista do matutino dos Blandys