[e-mail enviado para a nossa redacção pelo nosso correspondente na CMF do staff de Miguel Albuquerque]
"Timor é uma ilha que está no nosso coração", garantiu esta manhã, na Escola Francisco Franco, o jornalista e professor Tolentino Nóbrega, que foi moderador de uma conferência/debate que celebrou o 10.º aniversário da independência daquele país asiático. Para justificar a sua tese, o jornalista lembrou uma acção de solidariedade para com o povo timorense realizada em Setembro de 1999 no Largo do Colégio e que foi uma das maiores manifestações da história da Madeira, apesar de a palavra de ordem do presidente do Governo Regional à época ser "nem um tostão para Timor". O conferencista recordou que, por ironia do destino, após o temporal de Fevereiro de 2010, o governo timorense atribuiu 750 mil dólares às vítimas da Madeira.
A iniciativa desta manhã foi uma oportunidade para os alunos da Escola Francisco Franco conhecerem um pouco da realidade que vive a população timorense, através do testemunho de três madeirenses que passaram por aquele território. Ricardo Ramos descreveu o Timor que conheceu em 1972-1974, quando ali prestou serviço militar. O sargento-ajudante Carlos Sá Vieira também foi para ali em missão, mas em 2003. Ambos revelaram diversos aspectos da sociedade local, desde os costumes, gastronomia, economia à estrutura familiar. Jaime Pestana relatou a sua experiência de juiz de recursos em 2006-2007 e as dificuldades decorrentes da escolha do Português enquanto língua oficial no período pós-independência. (dnoticias.pt)
Empresas municipais [Santa Cruz xxi]
Cerca de metade das 466 empresas deste género vão ser extintas, fundidas ou absorvidas pelos serviços das câmaras, uma vez que não cumprem os critérios financeiros definidos pelo executivo. Na Madeira, Calheta, Santana, Porto Moniz, Machico e Santa Cruz possuem respectivamente uma empresa. Funchal e Porto Santo somam duas. Os municípios respondem pelo passivo das gestões, sendo que aquela que apresenta maiores dores de cabeça é o Aquário da Madeira com o défice de 2,4 milhões de euros.
Na empresa municipal Santa Cruz XXI nota-se no Relatório e Contas, na rubrica de passivo um défice de 1.970.043,00.
José Alberto Gonçalves diz que o passivo não é esse, afiançando que andará na casa dos 100 mil euros. Explica e ao mesmo tempo desmente que o valor de quase dois milhões de euros seja o efectivo, expressando que os valores se devem no caso de a sociedade vender os terrenos da Cancela: "Isso seria o valor da contribuição ao Estado da venda do património", observou. (dnotícias.pt)
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