
De Anónimo a 27 de Abril de 2009 às 15:39Elemento do PSD de S.Vicente denuncia forte e feio fascista do Gabriel Drumond, ex-presidente da Câmara:
Esse espertalhão do Gabriel Drumond é mais um daqueles chupistas que quando foi presidente da câmara de São Vicente meteu o afilhado Fernando a mamar como vice-presidente, apareceu um buraco de 300 mil contos nas contas da câmara municipal de São Vicente e o Fernando fugiu a pedido do padrinho para a actividade de construtor civil e o outro foi pra assembleia. Para alem de esse gajo ter andado na PIDE, também andou na FLAMA e pra disfarçar, criou aquela coisa triste chamada FAMA só pra falar mal da república, coisa que recentemente lhe valeu um puxão de orelhas de AJJ para calar o focinho e deixar de falar em independência da Madeira e é por isso que já há muito tempo não temos visto o homem a ladrar pra comunicação social em nome de tal forum alaranjado terrorista e separatista.
Carlos Pereira o areeiro, eleito para estar mais 4 anos á frente do Clube Sport Marítimo a ganhar um salário das arábias Mais de vinte cinco mil euros por mês.(5 mil contos por mês) PARA UM ANALFABETO COM ELE NÃO ESTÁ NADA MAL. O Zé-povinho ignorante da ilhota paga isso tudo, não há problema!
PND DENUNCIA VIAGENS FARAÓNICAS DO DR AJJ
O que disse a SIC ácerca da "invasão" da Quinta-Vigia pelas forças livres de libertação da Madeira
Cada estadia em Bruxelas do "Papadas" e sua amante custam 3700 euros. Em média Alberto João Jardim gasta 5000 euros a alugar um carro com motorista em cada deslocação. Gastou faraónicamente á custa da fome e da miséria dos Madeirenses 1 milhão e 300 mil euros só para sustentar os comilões e oportunistas que viagam no seu séquito. Ainda acresce mais 689 mil euros em despesas diversas que se recusa especificar. Agora é que vemos que o Camarada Paulo Martins do Bloco de Esquerda tinha razão quando há anos falou na quinta que AJJ tinha e tem no Brasil.
leia tudo sobre as falcatruas do Alberto aqui no Diário Situacionista dos Blandys.
Dr. "Papadas" entre Novembro de 2007 e Julho de 2008 esteve nas seguintes cidades europeias: Málkaga, Londres, Jersey, Estrasburgo, Palma de Maiorca; Venezuela, Bruxelas, Estrasburgo/Reims e Paris.
O escritor e historiador madeirense, Rui Faria Nepomuceno doou ao núcleo museológico de Machico uma importante peça arqueológiga no valor de mais de 50 mil euros trata-se de uma raríssima escultura em terracota de final do Século XVIII.
O diário de Notícias do Funchal faz referência a Rui Nepomuceno, que a par de outros beneméritos pousaram com ele para a fotografia Junto com o presidente da Câmara local.(Ver DN)
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Rui Firmino Faria Nepomuceno |
«Tal como a foto acima, era assim a Pátria: a preto e branco.Mais preto do que branco. Era assim Portugal antes de 25 de Abril de 1974. Um país triste e solitário mesmo em dia de festa. Festa da inauguração da estrada, construida pelo "povo que é quem mais ordena".
Tristes eram as mães dos filhos que partiam. Mães de filhos que morriam duas vezes: quando chegava o fatídico telegrama, e quando recebiam os restos mortais.
Felizes são os filhos da Liberdade que são felizes mesmo sem o saberem.
Felizes são hoje, os filhos da Liberdade que não são forçados a interromper os estudos para cumprir 3 anos de serviço militar.
Felizes são os filhos da Liberdade que já não morrem na guerra colonial.
Felizes os filhos da Liberdade que têm liberdade para dizerem o que pensam.
Felizes os filhos da Liberdade que têm acesso ao conhecimento, livre da censura.
Felizes as mães dos jovens que já não partem para a guerra.
Sabemos como está Portugal 35 anos depois de Abril de 1974; e não está nada bem. Não sabemos como estaríamos se não tivesse acontecido a Revolução de Abril; mas há mais de 35 anos já estávamos muito mal.
Viva o 25 de Abril!!! Viva sempre a LIBERDADE!!!» (Opalanegra)
(roubada ao Jumento)
Juliana Paes



Maria Luísa Mendonça, já foi, como sabemos presidente da Câmara Municipal do Porto Santo. O cargo como sabemos, é uma porta aberta cheia de oportunidades.Um presidente de uma câmara, não enriquece se não quiser. A nossa Luísa não é excepção. Digamos que é um Jaime Ramos em Miniatura na Ilha de porto Santo.
O governo Regional, atribuiu nos fins dos anos 90 do Sec.º passado uma licênça de exploração de Rádio á senhora Luísa Mendonça, sem qualquer concurso público. Foi o pagamento político pelo seu colaboracionismo com o GR enquanto esteve á frente da presidência da Câmara, COM AS CORES DO PS mas ao fim e ao cabo executando a política laranja, de favores, compadrio e corrupção.
A rádio atribuida á senhora Luísa Mendonça, tomou o nome de Rádio Praia. Passados uns anitos em 2002, a senhora Luísa vendeu aos irmãos Sousas da Porto Santo Line, a sua rádio que lhe tinha sido atribuida graciosamente, pela bonita quantia de 120 mil contos. Nessa altura ainda estávamos na moeda antiga.Digamos que numa só semana de sorte a senhora Luísa ficou bué de rica. Saiu-lhe o euromilhões! Bem fez o seu querido Zéquinha andar no bar do Henrique a acompanhar o dr."Papadas" bebendo canecadas de cerveja, nas suas célebres universidades de verão.
Isto está mais que visto, que entre o PS e o PSD, que venha o diabo e escolha. Tudo indica , e esta breve história comprova-o os dois grandes partidos do sistema, são as duas faces da mesma moeda.Ora mamas tu, agora mamo eu, e o zé-povinho que se lixe!
Quem assaltou o Pato Bravo em Julho de 2006?
Proprietário que ficou entre a vida e a morte aguarda respostas do Ministério Público
«Na altura dos acontecimentos a PSP esteve no local. Hoje, o aparelho de videovigilância está por devolver.Em Julho de 2007, a lavandaria tinha alarme mas não disparou a tempo de evitar o assalto. Os ladrões fugiram com os 300 euros da caixa e Miguel Lourenço, o proprietário, não teve outro remédio senão participar o caso à esquadra da PSP da Vila Baleira. Além da maçada e do roubo, teve ainda o prejuízo de arranjar a porta. Ficou-lhe também o 'stress' do assalto, até porque não era a primeira vez que sofria as consequências da violência criminal.
Dono, na altura, de seis estabelecimentos comerciais no Porto Santo, Miguel Lourenço levou tempo para recuperar das agressões e do roubo de que tinha sido vítima um ano antes. A noite de 16 para 17 Julho de 2006 mudou-lhe a vida para sempre. Pela meia-noite, uma da manhã, quando estava no escritório do restaurante 'Pato Bravo' a fazer as contas do dia, alguém entrou no bar, agrediu-o na cabeça e roubou cinco mil euros e as chaves do carro.
Miguel Lourenço ficou inconsciente no chão, onde o sangue ia fazendo uma poça. Por sorte, a mulher desconfiou porque o telemóvel tocava sem resposta. O socorro chegou a tempo (já ao romper da manhã), mas a pancada na cabeça destroçou-o. Foi evacuado do Porto Santo no EH101 Merlin para o Hospital Central do Funchal (HCF), onde permaneceu três dias em coma, três semanas hospitalizado.
Hoje, Miguel Lourenço não é o mesmo. Três anos depois dos factos o seu alvo é outro: O Ministério Público (MP). É que a Justiça investigou o caso (até já teria identificado um suspeito, detido no aeroporto da Madeira com dinheiro, proveniente do primeiro voo do Porto Santo) mas, até hoje, nada. O jovem estará actualmente em Inglaterra. Até o vídeo e o circuito de vigilância do restaurante, que foi levado pelas autoridades, está por devolver.
Já abordou o representante do MP junto do Tribunal do Porto Santo mas a resposta foi lacónica: O inquérito está sob segredo de Justiça. Miguel Lourenço não aceita a resposta até porque participou o caso à PSP, excepto o do desaparecimento do seu carro que foi, mais tarde, por volta das 11 horas, encontrado nas imediações do Pico Castelo.
Três anos depois, Miguel Lourenço, com mais de 60 anos ainda pensa se foi a inveja (algum inimigo) ou o azar fortuito que o quis matar.
Desconfia-se de que por detrás dos assaltos estariam toxicodependentes. O 'boom' da construção civil de há cinco ou seis anos já lá vai. Muita gente de fora procurou o 'El Dorado' na ilha. Mas a prova só ao MP compete fazer.»( diário situacionista dos Blandys)
. Espera-se justiça com gente desta classe? Claro que não! Aquele MP do Porto Santo, bem precisa de uma vassourada!
Dos três irmãos: Paulo Fontes, Rui Fontes e António Fontes; só este último é que é doutor. Os outros dois não têm qualquer licenciatura. No entanto gostam de serem tratados por doutor.E a imprensa e as pessoas em geral tratam-nos por Sr. Doutor. Em terras de vilões e saloios ser tratado por doutor é um estatuto muito importante. É uma coisa elevada para a viloada. O Paulo Fontes dos Rallys, só tem o bacharelato, não chegando a tirar qualquer curso. O Rui Fontes só tem práticamente o curso do liceu, apesar de ter estado em Lisboa no 1.º ano da Universidade aquando o 25 de Abril. Depois,regressou á Madeira e esteve no Porto Santo a dar aulas. A seguir, o pai dele pediu ao AJJ para meter o filho na política em deputado. Depois ele foi nomeado 4 anos como secretário da Economia sem ter práticamente nenhuma formação nessa área. De seguida esteve mais 4 anos em Secretário da Agricultura, sem perceber patavina do sector. A seguir esteve no C.S.Marítimo 8 anos em presidente; quase que ia levando o clube á falência, tanta foi a roubalheira efectuada durante o seu mandato.
Dr. Agostinho Cardoso tio do Alberto João

Dr.Almada Cardoso (cardiologista),filho do Dr, Agostinho Cardoso Deputado do antigo regime de Salazar, é primo do Alberto João.
Fotos da acção politica frente á quinta vigia
"O Partido da Nova Democracia pediu a «rendição» de Alberto João Jardim no dia 25 de Abril. Numa acção política comemorativa da revolução, dirigentes e simpatizantes deste partido «ocuparam» a entrada da Quinta Vigia, residência oficial do presidente do governo regional, com um chaimite e três jipes militares, exigindo que o governante se rendesse e festejasse o 25 de Abril. Em declarações à agência Lusa, João Jardim disse ter achado piada à encenação do PND: «Estamos num país livre, pelo que quem quer pôr bandeiras põe, quem quer ir de carros militares para a porta da Quinta Vigia vá, quem quiser fazer palhaçadas faça. ...» (Público.pt)
Coelho critica a juíza de pacotilha Rosa Aguiar Moura ao serviço do Regime mamadeira
Coelho desmascara o procurador Fascista da Comarca de Santa Cruz

'Assalto' à quinta vigia para depor presidente do governo
(clique para aumentar a foto)
"Pouco passava das 07h30 quando teve início à 'Operação Liberdade'. Uma Chaimite, que veio directamente de Lisboa, vários jipes de guerra e atrelados subiram a Avenida do Infante e posicionaram-se em frente à Quinta Vigia, residência oficial de Jardim. A bordo seguiam vários militantes e dirigentes do PND vestidos com camuflados e armados com 'G3' falsas, feitas em madeira e cravos para distruibuir aos transeuntes. O objectico da operação era exigir a rendição de Alberto João Jardim à democracia e aos princípios de 25 de Abril de 1974. Um missão que ficou a cargo do ex-deputado José Manuel Coelho que, de megafone em punho, apelava a um sósia de Jardim que se rendesse. O presidente acabou por se render e ser detido, mas pouco tempo a PSP interveio e acabou com a encenação. No local ficou apenas a 'Chaimite', que acabou por ser removida com um camião-grua. ...» (ver)
O MPT assinalou 'Abril' com um almoço comício, mas João Isidoro frisou que a data merece a "solenidade" da Assembleia Legislativa Regional da Madeira (ALRM). "Como primeiro órgão próprio da Região, a Assembleia deveria ser o local das comemorações, até porque sem a revolução na haveria autonomia nem parlamento regional", disse o dirigente do MPT, criticando os que optaram por acções "demagógicas" e "palhaçadas". Sem referir-se ao PND (ver texto principal), Isidoro disse que a Polícia Judiciária deveria investigar a fundo a questão das bandeiras da FLAMA, para ver se a fábrica que as produziu não foi a mesma que fez a bandeira nazi, que o PND levou à ALRM.
O fascista Jardim quando foi afastado do "voz da Madeira" em 27 de Abril de 1974 dias depois, levou uns pontapés no rabo e fugiu em segrêdo para a França, onde esteve três meses refugiado,para ver como ia parar as coisas. Antes disso carregou secretamente no "Maria Cristina" para o Porto Santo todo recheio valioso que o seu tio Agostinho Cardoso tinha guardado em casa, para o pôr a salvo de possíveis acções retaliadoras das forças revolucionárias do 25 de Abril.
Arquitecto José Norberto da Silva Melim;filho do Sr. Melim que era o dono da "casa dos óculos" na rua da carreira, e natural do Porto Santo e irmão do Dr. Maurício Melim director regional de saúde. Está podre de rico. Cresceu á sombra do PPD/PSD. Quem o lançou na ribalta e o pôs a ganhar dinheiro, foi o Rui Alves do Nacional.Agora não se podem ver. Arquitecto Melim passou a perna a Rui Alves num "negócio", e lá se foi a amizade.
José Samuel Pestana de França, é o empresário que faliu por causa de Savino, que lhe licenciou ilegalmente a conhecida obra por cima da falésia do Porto Novo. Foram 30 trabalhadores dessa empresa para o desemprego e a ruina financeira total para o empresário. Neste momento está cego e pensa em suicidar-se. A PROPÓSITO DISTO apresentamos um extracto do que escrevemos relacionado com este assunto no Mês de Fevereiro de 2008 (ver post)
Savino Correia que está bem gordinho e lustroso, lá na Assembleia Regional gozando tranquilamente a sua imunidade parlamentar. E como se isto ainda não fosse suficiente, ainda beneficia da proteção das juízinhas Mamadeira, incluindo aquela juíza gorducha da comarca de Santa Cruz a Rosa Moura.Que há dias presenciamos num julgamento do tribunal daquela comarca (quando julgava um democrata lá da terreola que denunciara os atropêlos de Savino) dizer toda cínica para as testemunhas: «Ah! não se pode chamar o Sr. Savino de corrupto lá porque ele licenciou uma obra ilegal! O Senhor podia ter licenciado sem saber! Temos de lhe dar o benefício da dúvida!»
Vejam só o protecionismo que estas mafiosas dão a esta canalha!José Alves Caetano nosso editor da parte da manhã
Engenheiro António Camacho é director do parque de material da Cancela, da Secretaria do equipamento Social. Está podre de rico, á custa de falcatruas e roubos de toda a espécie para ele e para os tubarões do regime. A Polícia Judiciária finge que investiga este senhor á 6 anos sem quaisquer resultados conclusivos. Mesmo depois de estar reformado, há dois anos, continua em Funções para cobrir a Roubalheira. Ele era o dono da casa Pathé no Funchal.


Dr. "Papadas", é tão honesto tão honesto, que vê seus mais directos colaboradores se alambazarem com mel e açúcar, e ele apenas e só a comer vinagre e sal. (seria de espantar se conseguíssemos saber os milhões que ele já roubou na Madeira e tem a salvo nos paraísos fiscais)
O fascista de S. Vicente denunciado por um elemento do próprio PPD/PSD
«Esse espertalhão do Gabriel Drumond é mais um daqueles chupistas que quando foi presidente da camara de são vicente meteu o afilhado fernando a mamar como vice-presidente, apareceu um buraco de 300 mil contos nas contas da camara municipal de são vicente e o Fernando fugiu a pedido do padrinho para a actividade de construtor civil e o outro foi pra assembleia. Para alem de esse gajo ter andado na PIDE, também andou na FLAMA e pra disfarçar, criou aquela coisa triste chamada FAMA só pra falar mal da república, coisa que recentemente lhe valeu um puxão de orelhas de AJJ para calar o focinho e deixar de falar em independência da Madeira e é por isso que já há muito tempo não temos visto o homem a ladrar pra comunicação social em nome de tal forum alaranjado terrorista e separatista.
Sao figuras como este Gabriel Drumond, que envergonham o PSD no seu todo:Gajos que nem sabem falar , com a 4ª classe, com contas bancárias cheias de dinheiro sujo e agarrados aos tachos e com tachos para os filhos e depois temos jovens na JSD com muita formação que ficam em casa sem ter acesso a nenhuma oportunidade dentro do PSD-M. No PSD-M são sempre os mesmos a mamar tudo. Eu estou lá dentro e sei de muita coisa...
O gajo parece que ainda manda nos bombeiros de sao vicente e aguenta o filhote a mamar na rádio local, tal como este blog ja noticiou há uns bons meses atras. O povo da madeira é burro e de memória curta...
Continuem assim que vão longe!» (ver comentário)
Major Otelo
Elaborou, planeou e comandou as operações do 25 de Abril.

Otelo Saraiva de Carvalho
(n. 1936)
Foi alferes em Angola de 1961 a 1963, capitão de novo em Angola de 1965 a 1967 e também na Guiné entre 1970 e 1973, sendo um dos principais dinamizadores do movimento de contestação ao Dec. Lei nº 353/73, que deu origem ao Movimento dos Capitães e ao MFA. Era o responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA e foi ele quem dirigiu as operações do 25 de Abril, a partir do posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha. Graduado em brigadeiro, foi nomeado Comandante do COPCON e Comandante da região militar de Lisboa a 13 de Julho de 1975. Fez parte do Conselho da Revolução quando este foi criado em 14 de Março de 1975. Em Maio do mesmo ano integra, com Costa Gomes e Vasco Gonçalves, o Directório, estrutura política de cúpula durante o IV e V Governos Provisórios. Conotado com a ala mais radical do MFA, viria a ser preso em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro. Solto três meses mais tarde, foi candidato às eleições presidenciais de 1976. Volta a concorrer às eleições presidenciais de 1980. Em 1985 foi preso na sequência do caso FP-25. Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória. Em 1996 a Assembleia da República aprovou uma amnistia para os presos do Caso FP-25.

Salgueiro Maia
(n.1944 m.1992 ) Militar de méritos reconhecidos, dotado de uma inteligência superior e de uma coragem e lealdade invulgares, dele se diz "ter sido o melhor de entre os melhores dos corajosos e generosos Militares de Abril". Nasceu em Castelo de Vide. Fez os estudos secundários no Colégio Nun'Álvares, em Tomar, e no Liceu Nacional de Leiria. Entrou para a Academia em 1964 e em 1966 ingressou na Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Combateu na Guiné e em Moçambique, já com a patente de capitão. Foi um dos elementos activos do MFA. No dia 25 de Abril de1974, comandou a coluna militar que saiu da EPC de Santarém e marchou sobre Lisboa, ocupando o Terreiro do Paço. Horas mais tarde comandou o cerco ao Quartel do Carmo que terminou com a rendição de Marcelo Caetano. Foi membro activo da Assembleia do MFA, durante os governos provisórios, mas não aceitou qualquer cargo político no pós 25 de Abril. Faleceu em Santarém, a 3 de Abril de 1992, vítima de cancro.
Nova tecnologia no muro das lamentações


Manuela Arcuri

| Lembrar Agostinho Saboga |
| Foram muitos os militantes comunistas que, durante a longa noite fascista de quase meio século, dedicaram as suas vidas à luta pela liberdade e pela democracia. Agostinho Saboga, cujo centenário de nascimento se assinalou este ano, foi um destes revolucionários. A Comissão Concelhia da Figueira da Foz do PCP, de onde era natural, homenageou-o recentemente, numa sessão que contou com a presença de José Casanova, membro do Comité Central e director do Avante!. José Casanova, que conheceu Agostinho Saboga na prisão de Peniche, enalteceu a firmeza e coragem deste militante, que por três vezes conheceu a prisão e, submetido às mais violentas torturas, não falou, vencendo todos os confrontos directos que travou com a PIDE. O director do Avante! lembrou, em seguida, o percurso de vida de Agostinho Saboga, nascido na Figueira da Foz, em 1909, e operário vidreiro desde muito novo, ainda criança. Nas várias tarefas que desempenhou como funcionário do Partido, Agostinho Saboga esteve instalado em vários locais do País, tendo ao seu lado a sua companheira, Lucinda. Entretanto, participou nos dois primeiros congressos ilegais do Partido (o III, em 1943, e o IV, em 1946). Entre 1946 e 1947, Agostinho e Lucinda Saboga instalam-se em Coimbra, mas têm que abandonar a casa onde habitavam, que tinha sido entretanto detectada pela PIDE. Em 1948, são capturados na sua casa de Soure. Entre 1957 e 1958, Agostinho Saboga e Lucinda estão em Matosinhos, mais precisamente em São Mamede de Infesta, numa casa onde funcionava uma tipografia clandestina. A ligação partidária era, então, assegurada por Sofia Ferreira. Das mãos dedicadas do casal saem jornais e folhetos que iluminam a negra noite fascista. Em 1958, sofre a sua terceira (fora também preso em 1953) e última prisão. É julgado pela primeira vez e condenado a cinco anos e sete meses de prisão e medidas de segurança. Morreu em 1971, tendo passado 14 anos na prisão. (ver Avante) |
O madeirense que conduziu o blindado que prendeu Marcelo Caetano no Largo do Carmo:
O único soldado 'raso' que recebeu em vida a medalha da liberdade foi António Gonçalves. (veja tudo no Diário dos Blandys)
Os três primeiros fascistas Saneados na Madeira
Os três primeiros saneados na Madeira logo dois dias após o 25 de Abril, foram: O Alberto João Jardim e o seu tio Agostinho Cardoso. O primeiro era o editorialista Voz da Madeira (órgão oficioso da ANP) .A seguir o seu tio Agostinho Cardoso, director do mesmo jornal.
Simultâneamente, é saneado da Junta Geral do distrito, o Coronel Homem Costa, que como sabemos, é pai do Intendente Homem Costa. Um fascista, que esteve vários anos no Comando da PSP do Funchal. Agora depois de reformado, Jardim, colocou-o á frente da empresa de Autocarros "Horários do Funchal".
«Às nove da manhã, na Ribeira das Naus, o capitão Salgueiro Maia trincou o lábio - para não chorar; o alferes miliciano Maia Loureiro fez um gesto instintivo - o "V", com os dedos indicador e médio, que se tornaria um ícone da revolução. O alferes de óculos escuros Ray Ban, então com 27 anos de idade mas já uma comissão de serviço em Moçambique, tinha entrado em Lisboa no primeiro dos dez carros de combate da coluna da Escola Prática de Cavalaria (EPC), logo atrás do jipe onde seguia o mais famoso dos capitães desse dia 25 de Abril.
Naquela madrugada "onde emergimos da noite e do silêncio", como a definiria a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, o militar de óculos escuros já tinha respondido do alto da torre da EBR/Panhard, com um sorriso mal disfarçado, à continência que lhe fizera o chefe da Polícia de Choque, perfilada na Avenida Fontes Pereira de Melo, antes de ligarem as sirenes com que atravessariam as principais artérias da capital.
No Terreiro do Paço, local simbólico do poder e destino da missão da EPC no âmbito da operação Fim do Regime, tinha acompanhado Salgueiro Maia quando o oficial, lenço branco na mão e prudente granada no bolso, foi parlamentar com o brigadeiro Junqueira Reis, que comandava uma força com quatro carros de combate do Regimento de Cavalaria 7, fiel ao regime fascista, e que o oficial superior dividira entre a Rua Ribeira das Naus e a Rua do Arsenal, que desembocam no Terreiro do Paço.
Sabe-se que estava previsto prender os comandantes do Regimento de Cavalaria 7 (e também de Lanceiros 2) à saída das suas casas, mas os grupos de comandos terão falhado os golpes de mão - e estes blindados, mais poderosos que os da EPC, deviam estar ao serviço do Movimento das Forças Armadas (MFA), prevendo-se que seriam estacionados na zona do Estádio Nacional. Não foi isso o que sucedeu e, naqueles longos minutos, entre ordens de Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia e da recusa dos seus homens em atirar contra os camaradas de armas, decidiu-se o futuro do País.:..» DN/Lisboa
Cardoso Jardim, na sua crónica de 25 de Abril no seu Jornal da Madeira, repete até à exaustão (a nossa, claro) a acusação de «fascistas» e «hordas de fascistas», aos que apelida de «comunistas» (nós sabemos o sentido extremamente amplo que dá a esta designação).
Petra Nemcova
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