Exército de Libertação do Kosovo (UCK) é um bando de malfeitores a soldo do crime organizado
Segundo o documento citado dos serviços de informação alemães, «dos nomes mais destacados do crime organizado aparecem praticamente só comandantes do UCK, ou de unidades especiais».
Tudo indica que o Kosovo é um dos centros mais importantes do crime organizado na Europa. Segundo Klaus Schmidt, chefe da PAMECA, missão europeia de apoio à polícia na Albânia, circulam diariamente 500 a 700 toneladas de ópio através da Albânia e do Kosovo. Do Afeganistão, onde a NATO assegura a sobrevivência do clã de Karzai, chegam à Albânia enormes quantidades de heroína destinada aos mercados da União Europeia e dos Estados Unidos. Objectivamente, a NATO com o seu poderio militar é de facto o principal pilar de sustentação desta teia de cumplicidades entre o mundo do crime, as estruturas políticas e os interesses geoestratégicos dos grupos monopolistas e das grandes potências imperialistas. Paralelamente à sua missão de imposição de uma nova ordem mundial injusta e opressora, a NATO surge cada vez mais como braço armado do crime organizado.(veja mais clicando aqui)
O crime de colarinho branco em Portugal compensa!
Segundo juristas e fontes da empresa, o presidente suspenso do cargo, por decisão judicial, ainda pode vir a receber salário, porque não foi demitido. A decisão será equacionada de acordo com as leis e os estatutos da sociedade - e caberá ao conselho de administração (ver) Sugestão de um colaborador (a) do Rosnido.
Para Ahmadinejad, época do armamento nuclear acabou e começa a era do pensamento.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que a era dos armamentos nucleares acabou. Segundo ele, se tais armamentos fossem úteis, estariam sendo usados pelos americanos, israelense e russos. “Começou a era da humanidade, do pensamento: o poder dos povos é o pensamento, e não os armamentos nucleares”, disse Ahmadinejad, em entrevista à TV Brasil e à Agência Brasil na suíte presidencial de um hotel de Brasília, antes de deixar o país. (veja mais)
Já dizia o franquistaarcebispo de Burgos(Espanha): “Bem-ditos sejam os canhões, que das brechas que abrem vão florescer as flores do evangelho.”
O jornalista Mário de Gouveia critica o Professor Carlos Queiroz
«1 - Eu, tal como milhões de Portugueses, não acreditava na presença de Portugal no Mundial. Admito que me enganei! O que não admito é que na hora da qualificação, Carlos Queiroz tenha maltratado os milhões de descrentes com declarações desrespeitosas, postura de menino mimado e vaidoso por natureza. O que Queiroz deveria ter feito, era pedir desculpa aos Portugueses pela miserável prestação da selecção na fase de apuramento e agradecer aos postes da baliza do estádio da Luz, no primeiro jogofrente à Bósnia. Queiroz demonstrou que por detrás daquele sorrisinho malandro, esconde-se uma 'cara' sem carácter. Continuo a não acreditar na selecção 'Queiroziana'.
2 - A atitude dos militares da GNR destacados na Bósnia, roçou o surreal e poderia ter acabado mal. O entusiasmo que mostraram com a presença da selecção, foi muito para além do razoável. Foi de mau gosto ver os guardas, fardados, a bater palmas à chegada dos atletas ao aeroporto Bósnio e nos treinos. Uma provocação! Alguém teria de dizer a estes soldadinhos que estão na Bósnia para manter a Paz e não para alimentar uma guerra de futebol.
3 - Ao Carlos Carvalhal, o Sporting caiu-lhe na sopa, isto se tivermos em conta que o surpreendente acordo com os Leões começou depois de jantar e acabou já madrugada. O Sporting ainda tentou emendar a mão e "escondeu" o treinador na academia "proibindo" que se apresentasse à imprensa. Mas o mal já estava feito e o acordo assinado, por seis (?) meses. É o Sporting a pensar no futuro! Carvalhal, esse, começou à Carvalhal. Goleada à entrada e empate logo a seguir. È verdade que foi frente ao Benfica, mas era um jogo que tinha obrigação de vencer. Lembram-se no Marítimo? Também foi assim!.» (in Diário de Notícias do Funchal)
O Arrastãocontinua a assinalar o 20º aniversário da queda do muro com a série “Guerra Fria”. O documentário tem 24 episódios, é de Jeremy Isaacs e foi produzido em 1998 pela CNN e BBC. Este décimo episódio trata da revolução cubana e a resposta americana, seguido do apoio soviético a Fidel Castro e a crise do mísseis
Treinador do Nacional Encontra-se nos cuidados intensivos «O treinador de futebol do Nacional, Manuel Machado, está internado nos cuidados intensivos do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, depois de ter sido sujeito a uma intervenção cirúrgica.Fonte hospitalar contactada pela Agência Lusa revelou que o técnico "está internado nos cuidados intensivos" e que o seu quadro clínico "requer alguns cuidados", embora tenha melhorado nas últimas horas.
Manuel Machado foi operado a uma hérnia na zona abdominal no ínicio da semana, numa unidade hospitalar do continente, tendo obtido alta e regressado ao Funchal na passada quarta-feira.
Devido aos sintomas de febre que acusou, o treinador não orientou os trabalhos da equipa e sexta-feira foi hospitalizado, tendo sido diagnosticada uma infecção na zona intervencionada.
A equipa médica que acompanha o técnico optou por realizar, no próprio dia, uma nova cirurgia, com o intuito de debelar o problema da infecção.
Depois da operação, Manuel Machado ficou internado nos cuidados intensivos do Hospital Dr. Nélio Mendonça, onde está em observação permanente.
Face a este problema de saúde, o treinador da formação insular não acompanha, quinta-feira, a sua equipa na deslocação a Bremen, Alemanha, jogo relativo à quinta jornada do Grupo L da Liga Europa, bem como o encontro de domingo frente à Naval 1.º de Maio, no Funchal.» (PPTAO)
«"O grosso da coluna está cá fora", afirmou ontem Catalina Pestana em entrevista à SIC. Segundo a ex--provedora, não chegaram à barra dos tribunais muitas pessoas que abusaram sexualmente de crianças e jovens alunos daquela instituição de ensino.
"Os senhores que estão sentados nos tribunais são apenas a guarda avançada e um pequeno braço do polvo da Casa Pia", afirmou Catalina. Questionada sobre uma eventual existência de falhas na investigação criminal conduzida pelo Ministério Público, a entrevistada admitiu que se tivessem registado algumas, mas advertiu que, na altura, a experiência policial neste tipo de crimes era ainda pouca. "Estávamos todos a aprender".
Menos benevolente foi, contudo, para com o PS. "Senti-me magoada quando houve mudança de Governo. Eu que sou assumidamente de esquerda vi um partido de esquerda ignorar o processo (Casa Pia)", disse a ex-provedora, frisando: "Nunca o ministro me perguntou pelo processo." E acrescentou: "Fiquei magoada ao ver um partido que defende valores iguais aos que eu defendo não se preocupar com aquele processo". Instada sobre se chegou a perceber a razão daquele desinteresse, exclamou: "Percebi, mas não explico" Recorde-se que Catalina Pestana foi nomeada provedora em Dezembro de 2002 a convite de Bagão Félix, ministro do Trabalho e da Solidariedade, saindo depois de o PS ter chegado ao Governo. »(DN/sapo)
Documentário sobre os funerais de Durruti em Barcelona
Ha 73 anos era assassinado em Madrid, Buenaventura Durruti. Uma das figuras lendárias do anarquismo, era um opeário que foi um dos principais protagonistas da revolução Espanhola de 1936. No dia 20 de novembro de 1936, em um dos mais difíceis momentos da resistência anti-fascista em Madrid, que sofria forte ataque das tropas de Franco, Durruti que estava a frente de sua coluna em Zaragoza é chamado para ajudar na resistência. É atingido por uma bala e morre. Sua figura era tão significativa que o seu funeral transformou-se em uma gigantesca manifestação reunindo centenas de milhares de pessoas em Barcelona. Entrou para história, por sua vida e pelo que lutou, como um dos grandes homens da causa da emancipação social.
Camarada Roberto Almada faz um balanço da actividade do BLOCO na Região
«Um dos factos sobre os actuais 322 aderentes do partido é que, desses, só 111 são provenientes da antiga UDP. Sinal de que o BE está a captar novas pessoas.
O número também significa que o partido não conseguiu ficar com todos os antigos militantes da UDP. Almada diz que isso não significa que essas pessoas tenham optado por se filiar noutra força política.
O que aconteceu foi a transição de eleitores para outro partido, o PCP. Não há dados objectivos sobre esta transferência. O que existe é uma leitura política nesse sentido, por parte do coordenador e de algumas pessoas da direcção do partido. Não é uma interpretação unânime. "Uma parte considerável dos eleitores da UDP foi para o PCP, não dos militantes", afirma Roberto Almada.»(Veja tudo no DN/Madeira)
Oposição parlamentar consegue travar a ofensiva do governo contra "os que trabalham" em Portugal
"Os que trabalham" entende-se pelo proletariado das fábricas, mais todos os trabalhadores da área de serviços assim como toda a pequena burguesia urbana (incluindo pequenos comerciantes e industriais) e as classes médias do Sector não monopolista da população.
Foi travada com êxito a grande ofensiva antinacional contra o povo Português por parte do governo anti-socialista do 1º Ministro José Sócrates. Foi suspenso o novo código contributivo, todo pacote fiscal 13 diplomas foram chumbados incluindo o PEC (Pagamento Especial por Conta). Aprovação do acesso á reforma dos cidadãos que completam 40 anos de descontos para a segurança Social.
A voz do operário fez no passado Sábado dia 21 de Novembro 130 anos
O 130.º aniversário do jornal A Voz do Operário foi assinalado no sábado, 21, com uma conferência sobre Imprensa Operária e Associativa, realizada nas instalações da instituição que herdou o nome do jornal e que lhe dá suporte. Em debate estiveram vários temas: «Imprensa operária, mutualista e associativa – história, actividade e realidade actual»; «Desafios dos novos meios de comunicação digital na luta dos trabalhadores no século XXI» e «Comunicação Social em Portugal – liberdade de expressão, concentração e controlo governamental e financeiro».
A debatê-los estiveram, entre outros, a historiadora Miriam Halpern Pereira, os professores José Rebelo e Fernando Correia, os sindicalistas Manuel Carvalho da Silva, Libério Domingues e Rosário Rato, o economista Eugénio Rosa e o provedor do telespectador da RTP Paquete de Oliveira. Outros convidados, que acabariam por não poder comparecer, enviaram as suas intervenções, que serão publicadas posteriormente. Intervieram ainda Gustavo Carneiro, da redacção do Avante!, e Augusto Flor, em nome da Confederação das Colectividades de Cultura, Recreio e DesportoNa abertura da conferência, o presidente da direcção, António Modesto Navarro, valorizou o percurso de mais de um século do jornal, lembrando que pelas suas páginas passaram «operários inteligentes e dedicados revolucionários, intelectuais que fizeram opção de classe pelos explorados e oprimidos e foram perseguidos e atacados». Modesto Navarro destacou ainda que a conferência se voltava não apenas para a história mas para a «actualidade das lutas, da organização operária e sindical, da conquista dos direitos e da liberdade de expressão e à informação independente e transformadora que esteve nos desígnios e na acção dos operários tabaqueiros quando, em 11 de Outubro de 1879, fundaram o jornal A Voz do Operário».
Um pouco da História de a Voz
A Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário nasce num contexto histórico que, em grande parte, constitui a causa que preside à sua fundação. Um movimento operário em ascensão, num tempo marcado pela luta contra a monarquia, em que republicanos e socialistas obtêm o apoio significativo das classes laboriosas e cujos ideais não só encontram eco junto destas como as mobilizam para a transformação e a mudança.
Em Portugal, a indústria tabaqueira é, no terceiro quartel do século XIX e segundo o historiador Armando de Castro, aquela que gera o maior volume de negócios. Geradora de lucros volumosos, a indústria dos tabacos despertava o interesse de investidores e, em pouco mais de uma década, o crescimento industrial acelerado dá origem a quase uma vintena de fábricas que empregam perto de cinco mil operários, na sua grande maioria tarefeiros e jornaleiros. Ao aumento da produção não está porém associado o aumento do consumo e, em 1879, uma dura crise atinge a indústria tabaqueira, originando um forte desemprego e agravando as já difíceis condições de vida dos operários da manufactura do tabaco. Sucedem-se as greves e as manifestações, das quais os jornais da época vão dando conta, embora quase sempre, na perspectiva patronal.
Será, aliás, a recusa de um título de então em publicar uma notícia sobre as condições de vida dos operários tabaqueiros que estará na origem da criação do jornal A Voz do Operário. Custódio Gomes, operário tabaqueiro, indignado com a recusa de publicação da referida notícia terá, segundo a tradição, afirmado que “soubesse eu escrever que não estava com demoras. Já há muito que tínhamos um jornal. Bem ou mal, o que lá se disser é o que é verdade. Amanhã reúne a nossa Associação, e hei-de propor que se publique um periódico, que nos defenda a todos, e mesmo aos companheiros de outras classes”.
A proposta foi feita e aceite. Com sede no Beco do Froes (hoje rua Norberto de Araújo), ao Menino de Deus, em Lisboa, nasceu, a 11 de Outubro de 1879, o jornal A Voz do Operário pela mão de um outro operário tabaqueiro, Custódio Braz Pacheco.
A exigência financeira que implicava a manutenção do jornal leva a que os operários tabaqueiros procurem formas de sobrevivência para o projecto. É assim que, a 13 de Fevereiro de 1883, nasce a Sociedade Cooperativa A Voz do Operário em cujos estatutos se escrevia ser objecto da Sociedade “sustentar a publicação do periódico A Voz do Operário, órgão dos manipuladores de tabaco, desligado de qualquer partido ou grupo político”; “estudar o modo de resolver o grandioso problema do trabalho, procurando por todos os meios legais melhorar as condições deste, debaixo dos pontos de vista económico, moral e higiénico”; “estabelecer escolas, gabinete de leitura, caixa económica e tudo quanto, em harmonia com a índole das sociedades desta natureza, e com as circunstâncias do cofre, possa concorrer para a instrução e bem estar da classe trabalhadora em geral e dos sócios em particular”. Para tanto, os 316 sócios da altura comprometiam-se a pagar uma quota semanal de vinte réis, quantia que retiravam dos seus humildes salários.
Por solicitação dos associados, em Julho de 1883, a actividade da Sociedade foi alargada à assistência funerária, correspondendo a uma necessidade da classe que se via confrontada com o exorbitante preço dos funerais. “Um jornal e uma carreta funerária, assim começa A Voz do Operário”, escreveu Fernando Piteira Santos.»(ver mais)
Yusuf Ahmad / REUTERS (povos mergulhados no obscurantismo religioso)
De negro, todas menos yo. Miembros de la exclusiva comunidad musulmana An Nadsier, llevan a un pequeño, mientras se dirigen a celebrar el Eid al-Adha, la Fiesta del Sacrificio musulmana, que marca el fina del la fiesta del hach, en Indonesia.
Ali Haider / EFE
El faraónico proyecto de Dubai se desinfla. Dubai ha causado una gran conmoción en los mercados internacionales al pedir una moratoria de la deuda de su "holding" Dubai World, que ha desarrollado alguno de los proyectos inmobiliarios más extravagantes del mundo. En la fotografía, el hotel Palm de Dubai (Emiratos Árabes Unidos).
Eric Feferberg / Reuters
La primera dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, visita una escuela en Bondy, cerca de París.
O saudoso Samora Machel de Moçambique é que ficou com a fama de participar nas anedotas mas é José Eduardo dos Santos, ao pedir uma Tolerância Zero no combate à corrupção em Angola, que fica com o proveito… como humorista, naquele estilo Buster Keaton de criar a piada sem nunca se rir…
Marta Rocha, Miss Brasil e Vice Miss Universo de 1954.Beleza eterna deslumbrante!
«A deslumbrante Marta Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e Vice Miss Universo 1954, desfilando em carro aberto pelas ruas de Long Beach, California, USA, participando do concurso de Miss Universo. Marta Rocha foi e continua sendo unica, a Miss Brasil eterna, especial, e continua linda até hoje. Marta Rocha marcou uma epoca, foi recebida por Presidentes da Republica, a "alta sociedade" carioca, paulista e brasileira em geral, abriu as portas para receber Marta Rocha, que foi uma Miss Brasil inesquecivel. E "tudo" comecou com ela.»
Miss Brasil Martha Rocha na capa da maior revista brasileira dos anos 50/60 "O Cruzeiro" que se publicava semanalmente no Rio. Era uma publicação que usava o foto-jornalismo como forma de comunicação.
Fotos: Álbum de família
Em 1954, quando foi eleita miss Brasil (1). Elegante, no Jockey Club de São Paulo alguns meses depois de ganhar o título (2). No ano seguinte, como destaque na festa da laranja de Limeira, em São Paulo (3). Desembarcando em Buenos Aires com Álvaro Piano, o primeiro marido (4). Em 1961, na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, no casamento com Ronaldo Xavier de Lima, ao qual compareceram mais de 5 mil pessoas (5)
Foto de Martha Rocha aos 73 anos Marta Rocha foi a primeira Miss Brasil, em 1954. A brasileira de cabelos dourados e olhos azuis sempre encantou o público. Aos 18 anos, a musa participou do concurso Miss Bahia, venceu e logo após tornou-se Miss Brasil. No mesmo ano, Martha disputou como favorita o Miss Universo, no Estados Unidos. A lenda diz que Martha Rocha perdeu o título para a americana Miriam Stevenson por causa de duas polegadas a mais nos quadris. Mesmo assim, ela tornou-se referência nacional de beleza.
*****REVISTA MANCHETE MARTA ROCHA MISS BRASIL 1954*****
> «Portugal e o primeiro-ministro José Sócrates foram ontem protagonistas involuntários da política angolana. Depois de ter anunciado, na terça-feira, a apresentação de uma moção de censura ao governo liderado pelo MPLA - invocando o "mau desempenho" do executivo -, Isaías Samakuva, o presidente do maior partido da oposição, a UNITA, pormenorizou ontem algumas das razões que motivaram a iniciativa: Portugal "tornou-se um destino seguro de fortunas desviadas do erário público angolano", incluindo transferências "para comprar empresas falidas", com o objectivo de "branquear dinheiro roubado ao povo de Angola".
As declarações foram feitas em conferências pelo líder da UNITA, que não se coibiu de envolver o primeiro-ministro português nas suas suspeitas: denunciou a alegada existência de pressões sobre José Sócrates para "libertar milhões de dólares de dinheiro público angolano em contas de bancos portugueses para determinadas contas privadas de mandatários do regime angolano". E lamentou o "silêncio conivente" do governo de Angola sobre o assunto.» (PPTAO)
JERÓNIMO DE SOUSA CRITICA VIEIRA DA SILVA
«O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desafiou hoje o ministro da Economia a explicar melhor o que pretendia dizer ao reafirmar que houve "espionagem política" quando se referia às escutas telefónicas no âmbito do processo "face Oculta".
"Creio que é uma afirmação em que claramente procura comprometer processos de investigação, o papel do Ministério Público, comprometer aquilo que nós consideramos fundamental, que é a independência da Justiça", disse Jerónimo de Sousa.» [Diário de Notícias]
Parecer:
O líder do PCP anda muito empenhado e nervoso no caso Face Oculta, até parece que tem parte no negócio.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Jerónimo de Sousa qual o envolvimento do PCP neste processo.» "Eu nunca vi os patrões a pedirem esmola à porta da Sé. Mas já vi bordadeiras a fazê-lo!" Maria Ganança, Dirigente Sindical e activista do BE
As famílias das 2973 vítimas estão divididas sobre os julgamentos do 11 de Setembro
O confesso arquitecto do plano dos atentados de 2001, "responsável pelo 11 de Setembro de A a Z", será julgado num tribunal civil federal em Nova Iorque. Veja mais no Público.pt
Cavaco Silva. Afinal sempre há escutas no palácio de Belem !
O deputado Pedro Soares apresentou a Declaração Política do Bloco de Esquerda, abordando as questões da corrupção, das escutas a José Sócrates, da comunicação social, da violação do segredo de Justiça.
Humor: O verdadeiro voto nulo!(clique na imagem para a ampliar)
Será que isto se passa em Portugal? -Eu vou ali e já venho!
Funcionários da Secretaria Regional do Turismo, com razões de queixa de João Carlos Abreu, queixam-se ao nosso Blog:
De Vergonha a 27 de Novembro de 2009 às 13:41
«Hole ao ler o Diário"CIDADE"fiquei com vontade de vomitar (e não por causa da gripe A) mas por causa de certas pessoas onde o cinismo faz parte do seu dia a dia. Gente que durante anos nos enganou com palavras bonitas mas falsas. Gente que só ajudou os que queria. Gente que sabendo que estava errado protegia só certas pessoas. Gente que pisou em muitos funcionários em detrimento de outros. Enfim, gente que não é Gente para falar de "UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA" e estou a falar de João Carlos Abreu que aquando secretário do Turismo e cultura deixou tantos funcionários com subidas de categoria mais do que atrasadas para beneficiar alguns. Aqueles que sem horários a cumprir, sem trabalho feito, sem regras, enfim esses têm bons tachos!
Senhor cale-se para sempre! A quem vem enganar? As promoções dos funcionários (da DRAC que é um descalabro) serviram talvez para viagens, restaurantes, cursos, etc mas tudo isto para amigos.
Será que é desta sociedade que está a falar?»(ver)
«...O fato incontornável e imune a otimismos é que o partido comunista chinês é a mais formidável máquina de cooptação social já criada na história. Concentra, com raras exceções, a elite intelectual, técnica, empresarial e financeira do país. Em uma China interessada em fechar bons negócios, entrar para o PC é o primeiro negócio a ser feito. Garante guanxi para ganhar dinheiro e blindagem judiciária, pois os juízes e promotores são indicados pelo partido. Como na União Soviética da era Leonid Brejnev, se um comunista de carteirinha for pego com a boca na botija, mas seu caso for considerado "delicado", ninguém o condenará. O PC transformou-se numa espécie de centrão, onde sempre cabe mais um. ...»(leia mais clicando aqui; vale a pena)
Desta vez, ao contrário do seu primeiro desfile individual, as portas abriram-se. A estilista agradece.(veja notícia no DN)
Patrícia Pinto a talentosa estilista madeirense, promove desfile de moda amanhã no Museu da Casa da Luz no Funchal. Pravda, associa-se no desejo de grandes sucessos PROFISSIONAIS á nossa querida amiga. Patrícia Pinto além de ser uma talentosa empresária da moda é uma senhora moderna e muito culta. Por isso mesmo, muito respeitada e admirada no jet-set madeirense na cidade.
A verdade intemporal de Romain Rolland aplica-se ás gerações de Hoje
Romain Rolland
« ...que todo o pensamento que não age, ou é um aborto ou uma traição, (...) pois quem vê a injustiça e o crime e se abstém de os combater; aos mesmos se associa ...»
«Só quando “os de baixo” não querem o que é velho e “os de cima” não podem continuar como dantes, só então a revolução pode vencer.»
Bertold Brecht
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis"
CATALINA PESTANA: "...se um dia se souber a verdade sobre Casa Pia o país sofre um terramoto"
Imaginem os figurões que estão envolvidos e que nem sequer suspeitamos
Portugal necessita: bons actores, melhores sofistas, imaculados a granel, escutas anuladas, pedófilos e mafiosos perdoados, formalismo castrador, stop.
Siga a marcha, que para mais não dá, stop.
Viva a presunção da inocência decretada pelos aventais. Stop.
Viva o formalismo processual e a verdade que se fere! Stop.
Viva o triunfo do lixo, na secretaria, sobre a substância ! Stop.
Viva o país onde fazer de conta dá milhões! stop.
Viva a fundação Soares e o pai da pátria! Stop.
Viva a face oculta de uma verdade por demais conhecida! Stop.
Vivam os democratas impolutos e os filhos da puta que se cuidem, porque a concorrência grassa! Stop.
Viva o rebanho que sai à rua "a horas certas", para eleger reiteradamente os que fazem do filme de Copolla uma pobre obra de ficção a quilómetros da realidade portuguesa. Stop.
Vivam os espertos que pontuam com frases certeiras a crítica inabalável aos bloguistas ensandecidos! stop.
Viva a marmelada entre o Pinto Monteiro e o Sócrates! Stop.
Vivam os que, bem comportados, determinaram o que significa freeport, licenciatura na farinha amparo; face oculta com o rabo de fora; putativo engenheiro; CGD; BCP; Mota Engil; Galp; Pina Moura;Jorge Coelho; sucateiros; Expo 98. Stop.
Importante trabalho sobre esta data que foi publicado no jornal Público, no Passado Domingo. Pela sua importância, transcrevemos na íntegra para os nosso leitores: (Público.pt)
Os pára-quedistas que tinham ocupado as bases renderam-se. O golpe tinha acabado. A fase louca da revolução também.
Ramalho Eanes (que foi eleito Presidente meses depois do 25 de Novembro)
e Otelo Saraiva de Carvalho em 2000
Contagem decrescente para uma guerra civil
Foram 20 dias alucinantes. O Governo mandou bombardear a Rádio Renascença. Os trabalhadores da construção civil sequestraram o Governo e a Assembleia. O Governo entrou em greve. Os líderes do PS, PSD e CDS fugiram para o Porto, porque ia ser criada a Comuna de Lisboa independente. Os pára-quedistas ocuparam as bases da Força Aérea. A guerra civil ia começar. A reconstituição hoje possível do 25 de Novembro de 1975, a partir de entrevistas com os principais intervenientes e dos livros que, para deixarem o seu testemunho para a História, alguns deles têm publicado.Por Paulo Moura
Norte Quinta-feira, 6 de Novembro de 1975. À hora de jantar, o Conselho da Revolução interrompeu os trabalhos. Deveria ser um breve intervalo, naquela reunião conjunta com o Governo de coligação, mas prolongou-se, para conselheiros e ministros verem o debate na RTP entre Mário Soares e Álvaro Cunhal.
No ecrã a preto e branco, o jornalista envolto em fumo de cigarro anunciou os líderes dos partidos Socialista e Comunista. "O sr. dr. teima em querer fazer a revolução com uma minoria", diz Soares, com um risinho. Cunhal responde rápido: "Não. O que eu quero é fazer a revolução com revolucionários."
A reunião do Conselho da Revolução fora pedida pelo executivo. O primeiro-ministro, Pinheiro de Azevedo, cujo cognome era o "Almirante sem Medo", exigia medidas para que o deixassem governar. Os militares não lhe obedeciam, os sindicatos e os comunistas organizavam manifestações de protesto todos os dias, os media divulgavam propaganda radical e apelavam à sublevação, principalmente a Rádio Renascença, que, em Outubro, fora ocupada pelos trabalhadores e se transformara em porta-voz da esquerda revolucionária. Era preciso fazer qualquer coisa.
Pinheiro de Azevedo e alguns dos conselheiros falaram sobre isto durante o intervalo, que se prolongou demasiado devido ao grande interesse do debate da RTP, dando azo a que fosse tomada, um pouco à socapa, aquela decisão, antes de todos voltarem à sala. A decisão terrorista.
"O Partido Comunista tem um pé no Governo e todo o corpo, e o outro pé, de fora, fazendo mobilização no país, para derrubar o Governo", diz Soares na televisão. "Isto leva em linha recta o país para a confrontação armada e uma guerra civil." Cunhal vai contrariando: "Nós também queremos evitar a guerra civil. Mas não se fale da disciplina da direita reaccionária..."
Soares continua: "O que o Partido Comunista deu provas, durante estes meses, é que quer transformar este país numa ditadura." E Cunhal: "Olhe que não, olhe que não."
Conselheiros da Revolução e ministros voltaram para a sala de reuniões, no Palácio de Belém. Prosseguiram os discursos e as queixas, até que o Conselho disse que sim a todas as sugestões do sarcástico primeiro-ministro. Uma delas, já combinada no intervalo, era a decisão terrorista de Estado e dizia respeito à Rádio Renascença. Às 4h30 da manhã do dia 7, sexta-feira, pouco depois de a reunião ter terminado, uma bomba era lançada, na Buraca, sobre os emissores da rádio rebelde, calando-a de vez. A ordem foi dada pelo Governo, com aval do Conselho da Revolução e através do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Morais e Silva, e quem a executou foram forças pára-quedistas da Companhia de Caçadores 121, aquartelada no Lumiar.
Ora entre os "páras" o predomínio dos esquerdistas era cada vez maior. Activistas do PCP e dos partidos maoístas faziam agitação e propaganda junto dos efectivos das unidades especiais e altamente disciplinadas de pára-quedistas, fazendo-os sentir um peso na consciência por terem bombardeado a Renascença.
Sábado, 8 de Novembro. Apercebendo-se do mal-estar entre os "páras", Morais e Silva, acompanhado pelo capitão de Abril Vasco Lourenço, foi à Base Escola de Tropas Pára-Quedistas, em Tancos, explicar a acção contra a "rádio vermelha". Uma sessão de esclarecimento foi convocada para o pavilhão gimnodesportivo da base. O general começou a falar, ao lado de um embaraçado Vasco Lourenço (que sempre achou injustificável a operação Renascença), mas foi interrompido por um soldado, que lhe roubou o microfone para dizer: "Camaradas, vamos todos sair daqui. O meu general é um burguês, que já fez a sua opção de classe e não pode defender os nossos interesses. Portanto, não temos nada que estar aqui a ouvi-lo." E abandona o pavilhão com a maioria dos soldados, para se irem juntar a uma reunião paralela, com os sargentos da base.
Humilhado, Morais e Silva ficou sem resposta, e acabou também por sair do recinto. Os oficiais presentes continuaram a reunião, decidindo que, por não haver disciplina possível, iriam apresentar-se no Estado-Maior da Força Aérea, para pedir a passagem aos seus quadros de origem. Nesse mesmo dia, 123 oficiais abandonaram a base de Tancos, deixando-a entregue a sargentos e praças, e instalam-se na base aérea de Cortegaça, perto de Espinho, com a ajuda e apoio do chefe da Região Militar do Norte, Pires Veloso. Morais e Silva, esse, jurou vingar-se.
Domingo, 9 de Novembro. Uma gigantesca manifestação de apoio ao VI Governo Provisório foi convocada para o Terreiro do Paço pelo PS e o PSD. Pinheiro de Azevedo, com Mário Soares e Sá Carneiro, ficou numa das janelas da sala do Estado-Maior da Armada. Mas mal o primeiro-ministro começou a discursar, denunciando o golpismo do Partido Comunista, rebentou uma granada de fumo no meio da multidão. Gerou-se o pânico, correrias, gritos, uns tentando abandonar a praça, outros deixando-se atropelar, outros tentando encontrar e castigar os culpados. Pouco depois, começou a ouvir-se um tiroteio vindo dos arcos da praça. A Polícia Militar tentava dispersar a tiro os desordeiros, provocando o pandemónio. Da janela, Pinheiro de Azevedo gritava: "O povo é sereno! O povo é sereno! É apenas fumaça! É apenas fumaça! O povo é sereno!"
Segunda-feira, 10 de Novembro.
Na base de Tancos realizou-se um plenário em que foi aprovada uma moção de repúdio pela operação contra a Renascença. Os sargentos assumiram a autoridade, reinstalaram a disciplina e treinos com intensidade redobrada, armaram uma companhia especial para garantir a defesa da base.
Terça-feira, 11 de Novembro. Dois sargentos pára-quedistas deslocaram-se ao Forte do Alto do Duque, onde se situava o quartel-general do Copcon (Comando Operacional do Continente). Pediram para falar com o chefe, Otelo Saraiva de Carvalho. "Meu general, vimos aqui oferecer-lhe 20 mil tiros por minuto", disse um dos sargentos. Colocavam-se à disposição e sob o comando de Otelo, em troca do seu apoio à luta dos "páras".
Quarta-feira, 12 de Novembro. Otelo manifestou publicamente o seu apoio aos pára-quedistas. Morais e Silva começara a executar a sua vingança. Numa série de ordens confusas, ia mandando passar à disponibilidade os praças pára-quedistas. Na prática, extinguiu os pára-quedistas.
Para explicar a sua posição, Otelo promoveu uma reunião entre Morais e Silva e o Presidente da República, Costa Gomes. "Meu general, eu quero dizer-lhe claramente que não posso apoiar esta decisão unilateral do Morais e Silva", disse Otelo. "Temos uma força pára-quedista de centenas de homens perfeitamente disciplinados, uma força excelente para o combate, que pode actuar em qualquer situação, e agora, por despacho, este gajo elimina a força de pára-quedistas?"
"Mas eles não me respeitam", defendeu-se Morais e Silva.
"Não te respeitam, porque tu participaste em ordens que não têm pés nem cabeça", atacou Otelo. "Destruir à bomba os emissores da Rádio Renascença, só porque ela estava ocupada pelos trabalhadores? Não havia outra forma de resolver o problema?"
A delegação dos pára-quedistas que visitou o Copcon informou ainda Otelo que os oficiais baseados em Cortegaça estavam a enviar aviões para sobrevoarem ameaçadoramente a base de Tancos. "Estão a fazer voos a pique sobre nós", disse um dos sargentos. "E, se houver alguma atitude ameaçadora, nós queremos rebentar com o avião."
Otelo enviou então, como medida dissuasora, metralhadoras antiaéreas para os páras em autogestão.
No mesmo dia, às 5 da tarde, uma manifestação de trabalhadores da construção civil cercou o Palácio de S. Bento, onde o Governo se encontrava reunido, para apresentar ao primeiro-ministro o seu caderno reivindicativo. Em frente do portão da residência do primeiro-ministro, os trabalhadores colocaram uma enorme betoneira, obstruindo a saída. Ninguém poderia abandonar o palácio antes de terem sido atendidas as reivindicações, explicaram os delegados sindicais.
No interior, permanecia o Governo inteiro, mas também os deputados da Assembleia Constituinte, que estava reunida, o público que assistia à sessão e os funcionários do palácio. Uma delegação dos manifestantes foi falar com Pinheiro de Azevedo, que declarou não tencionar ler sequer o documento das reivindicações, enquanto se mantivesse aquela situação de pressão. Em resposta, representantes dos trabalhadores entraram no salão nobre e na varanda, onde instalaram um sistema sonoro e de onde iniciaram um comício permanente. Não iriam "arredar pé", enquanto os seus problemas não fossem resolvidos, gritaram aos altifalantes. E com isso assumiram o sequestro do Governo e dos deputados, que duraria 36 horas, sem que as forças de segurança, comandadas pelo Copcon de Otelo, fizessem coisa alguma.
Vendo a situação entrar num impasse, com os trabalhadores a estenderem mantas e acenderem fogueiras para dormir e ficar ali por tempo indeterminado, Pinheiro de Azevedo veio à varanda apelar à dispersão, sob a promessa de estudar o caderno reivindicativo. Mas os manifestantes não o queriam ouvir, e gritavam e insultavam mal o primeiro-ministro abria a boca. "Fascista!", chamavam eles, e o "Almirante sem Medo" perdeu a paciência: "Fascista uma merda!" Ou na versão de outras testemunhas: "Vão todos bardamerda!"
Só na manhã de quinta-feira, dia 13 de Novembro, os manifestantes permitiram a saída dos deputados, funcionários e elementos do público assistente à sessão da Constituinte. Os ministros continuaram sequestrados até que Pinheiro de Azevedo acabou por assinar um "compromisso" em que aceitava certas reivindicações.
Sexta-feira, 14 de Novembro.
Os líderes do PS, PPD e CDS fugiram para o Porto, onde participaram numa manifestação de apoio ao Governo, que acabaria com o assalto à sede da União dos Sindicatos. O país estava a dividir-se em dois. A região de Lisboa estava dominada pelas forças comunistas, e cada vez se tornava mais claro, para muita gente, que para as combater seria necessário fazê-lo a partir do Norte, onde os moderados e a direita detinham a supremacia, entre a população e nos quartéis. As forças democráticas tomariam posições na zona do Porto e os comunistas declarariam a Comuna de Lisboa. O país seria dividido em dois e seguir-se-ia a guerra civil.
Não chegou a haver consenso sobre esta solução, mas os líderes dos partidos democráticos, pelo sim pelo não, fugiram para o Porto com as respectivas famílias.
Foi Vasco Lourenço quem sempre recusou esta debandada das forças. A certa altura, numa reunião do Grupo dos Nove, o próprio Melo Antunes, que era o autor do documento, assinado por nove membros do Conselho da Revolução, que marcava posição contra o avanço do totalitarismo esquerdista na vida militar e civil do país, já estava a defender a retirada para o Porto. "Pronto, convenceram-me. Eu aceito", disse Melo Antunes. Mas decidiu impor uma última condição: "Desde que o Vasco Lourenço também aceite."
"Não. Eu não aceito. Isso seria a guerra civil", disse Vasco Lourenço. "Vamo-nos preparar para reagir a qualquer tentativa que haja, e vamos manter o Costa Gomes do nosso lado. Porque o primeiro a saltar perde."
E o Grupo dos Nove começou a trabalhar num plano militar para combater os comunistas e a extrema-esquerda, sempre na perspectiva de uma reacção contra um eventual golpe deles. Mantendo-se do lado da legalidade, teriam a garantia do apoio da maioria das unidades militares. Por isso era fundamental informar o Presidente Costa Gomes dos seus planos e ganhar o beneplácito dele. E depois esperar por um deslize dos esquerdistas.
Para conceber o plano militar, os Nove designaram Ramalho Eanes, embora Vasco Lourenço fosse o líder operacional do movimento dos moderados. Do outro lado, estavam todas as forças militares controladas pelo Partido Comunista e pelos partidos da extrema-esquerda, com a ajuda de todos os civis a quem seriam distribuídas armas, em caso de confronto. No seu total, contando com as lideranças organizadas e efectivas que possuíam, não constituíam uma força capaz de levar a melhor num conflito armado. Pelo menos era isto que os Nove pensavam.
Mas as coisas já seriam diferentes se Otelo assumisse a liderança de todo o sector da esquerda. O prestígio do comandante do Copcon era imenso. Para muitos, ele representava os trabalhadores, os mais fracos, os ideais do Movimento dos Capitães, encarnava a própria revolução. Fora ele a fazer o 25 de Abril, e a assumir as rédeas do poder quando todos disso se demitiam. Foi ele que permitiu e protegeu as ocupações de casas, de fábricas e de terras, que lançou as campanhas de dinamização cultural e de alfabetização. Ele, com toda a sua loucura e exagero, as suas frases bombásticas e assustadoras ("Fascistas para o Campo Pequeno"), era a figura moral e romântica, o símbolo da infinita generosidade de Abril. Mais do que ninguém, ele tinha a capacidade de arrastar as massas atrás de si. De fazer cumprir todas as ordens que desse, por pura lealdade, por puro afecto.
Por isso, Otelo era cobiçado pelas várias forças políticas. O Partido Comunista tentou por todos os meios tê-lo do seu lado, os esquerdistas acreditaram poder contar com ele, aliciando-o com os ideais de poder popular com que ele simpatizava. Até o CDS tentou levá-lo aos seus comícios, para tirar dividendos do seu poder de sedução. Mas Otelo, apesar de se ter deixado manipular em muitas situações, sempre resistiu ao recrutamento político. Nunca perdeu a independência. Naquela altura, era o comandante da Região Militar de Lisboa e do Copcon, uma estrutura que tinha sob a sua alçada todas as forças de segurança e especiais e ainda as unidades de todas as Forças Armadas, em caso de emergência. O Copcon fora criado pelo Presidente da República (Spínola, na altura). O seu poder era legal, além de imenso. Antes de começar a perder o controlo de muitas das forças, devido à acção e influência dos activistas civis da esquerda, Otelo foi o homem mais poderoso do país.
Agora era visto como o líder de todo o sector da esquerda, o único homem capaz de a unir para qualquer propósito, incluindo o de pegar em armas para defender "as conquistas de Abril". Os apoiantes dos Nove (que incluíam desde a esquerda moderada do PS até à extrema-direita do ELP e MDLP) viam-no assim. Os comunistas e a extrema-esquerda viam-no assim. Só ele, Otelo, não aceitava esse papel.
Na semana seguinte houve manifestações contra e a favor do Governo, reuniões dos moderados, do seu grupo militar, reuniões do Copcon, com todos os elementos civis afectos ao PC e à esquerda radical que cirandavam em torno de Otelo, reuniões dos pára-quedistas em luta.
Vasco Lourenço informou Otelo do plano militar contra o eventual golpe da esquerda. "Eu garanto-te que nós não tomamos a iniciativa do golpe", disse-lhe Vasco Lourenço. "Agora, não te envolvas em nenhuma iniciativa, porque se alguém der o primeiro passo, nós estamos em condições de lhe cair em cima. Toma cuidado com isso."
A ideia era ganhar Otelo para o lado dos Nove. Porque eles estavam do lado da legalidade. Tinham, desde as remodelações havidas meses atrás, em consequência do Pronunciamento de Tancos, apoio da maioria do Conselho da Revolução, e tinham o apoio do Presidente da República. Além disso, Vasco sabia que Otelo compreendia as ideias da facção dos Nove. A liberdade, a realização de eleições e o respeito pelos seus resultados, e até a circunstância de os Estados Unidos e as potências ocidentais não tencionarem permitir a instauração de um regime comunista em Portugal, tudo isto eram argumentos a que Otelo era sensível. Mas o ideal do poder popular era mais forte. E também, segundo os seus detractores, a disponibilidade para ser influenciado pelos seus apaniguados.
Sábado, 15 de Novembro.
O movimento dos moderados teve uma reunião alargada no Palácio das Laranjeiras, em que volta a ser colocada a hipótese de fuga para o Norte. Jaime Neves, o comandante do Regimento de Comandos, que estava do lado dos Nove, mas tinha muitos apoios entre a extrema-direita, declarou de súbito: "Se vamos avançar para o Norte, é melhor ser já. Porque eu, neste momento, garanto que uns 200 homens vêm comigo. Daqui a uma semana ou duas já não sei se me restam alguns."
Vasco Lourenço reagiu logo, saltando para o patamar das escadas onde muitos se sentavam: "Afinal que merda de comandante és tu? Afinal és um bluff. Vais mas é para a tua unidade e agarras bem os teus homens, e daqui a 15 dias vais ter os mesmos 200 todos contigo. Porque eu já disse que veto quaisquer ideias de fuga para o Norte."
Na mesma reunião, discutiram-se as medidas a adoptar para fazer face ao agravamento das situações política, militar e social. Foi decidido que era preciso afastar Otelo do comando da Região Militar de Lisboa, substituindo-o por Vasco Lourenço. O segundo passo seria retirar poderes ao Copcon e, depois, extingui-lo. Sem poderes legais, Otelo (que tinha acabado de chamar contra-revolucionário ao Conselho da Revolução) poderia ainda ser perigoso, mas, pensavam os moderados, mais controlável.
"Um comando é muito efectivo quando o seu comandante tem, cumulativamente, muito prestígio e força legal", pensava Ramalho Eanes. "Entre os subordinados, há um conjunto de homens extremamente determinados que estão ligados ao comandante devido ao seu carisma, e obedecem-lhe intransigentemente. Há outro número de subordinados, talvez maior, que não tem dúvidas em seguir as ordens daquele homem de quem gostam e a quem estão ligados, desde que isso não implique para eles e as suas famílias um grande perigo. O que quer dizer que cumprem as ordens, quando isso não implica consequências para as suas famílias, porque o fizeram num quadro de legalidade."
Por causa deste princípio da sabedoria militar, Eanes acreditava que, fora da legalidade, Otelo teria menos de metade dos potenciais seguidores, se desse uma ordem de combate contra as forças apoiadas pelo Presidente da República.
No campo político, a decisão que se seguiu à reunião das Laranjeiras foi ainda mais ousada. Foi tomada ao almoço, no restaurante O Chocalho. O que deveria o Governo fazer para impor o respeito? Foi Gomes Mota, um dos mentores do Movimento dos Nove, quem deu a ideia: o Governo poderia suspender as suas funções até que lhe fossem dadas garantias. Entrar em greve!
Vasco Lourenço apoiou logo: "Compro! Compro essa ideia! O Governo vai entrar em greve!" Melo Antunes, sempre mais ponderado, ainda objectou: "Estás louco? O Governo entrar em greve? Onde é que já se viu isso?"
"Nunca se viu, vai-se ver aqui", respondeu Vasco. "O Governo vai entrar em greve." Logo a seguir telefonaram a Mário Soares, que acabou por concordar e convenceu os outros ministros civis. E Pinheiro de Azevedo partiu para Belém, para informar alegremente o Presidente da República da original decisão.
À saída, o almirante explicou aos incrédulos jornalistas: "Estou farto de brincadeiras. Eh, pá, fui sequestrado já duas vezes, pá. Estou farto de ser sequestrado. Não gosto. É uma coisa que me chateia, pá. Estou farto. Por isso entrámos em greve."
Quinta-feira, 20 de Novembro.
Na reunião do Conselho da Revolução o Movimento dos Nove propôs a nomeação de Vasco Lourenço para a Região Militar de Lisboa. Otelo protestou, mas acabou por concordar. Vasco Lourenço também, com uma condição: que Otelo aceitasse a solução. Porque achava que seria completamente diferente Otelo chegar às unidades que o apoiavam e dizer: "Aceitei esta solução, porque é a menos má", do que dizer: "Não concordei, mas impuseram-me esta solução."
Otelo disse que sim, mas, quando chegou ao Copcon, deparou-se com a discordância dos seus oficiais. Telefonou a Costa Gomes: "Ó meu general, está aqui um problema tramado. É que grande parte das unidades não querem o meu afastamento, e não aceitam o Vasco Lourenço. Eu acabei por aceitar a posição deles. Era o meu voto contra todos."
"É pá, mas isso já está decidido", responde o Costa Gomes.
"Pois é meu general, mas o que é que eu hei-de fazer?"
No dia seguinte telefonou a Vasco Lourenço: "Eh pá, afinal, falei com a minha rapaziada, e eles não aceitam isso, pá. Tenho de ir explicar isto ao Costa Gomes e gostaria que viesses comigo." Ao Presidente Otelo disse que as unidades de Lisboa e os seus comandantes não aceitavam Vasco Lourenço, que não tinha por isso condições para chefiar a Região Militar. Vasco respondeu que os comandantes não o queriam porque, com ele, acabaria a bagunça. O Presidente marcou nova reunião, para a decisão final, para dia 24.
No mesmo dia, no Ralis (Regimento de Artilharia Ligeira de Lisboa), uma das unidades dominadas pela esquerda, fez-se um estranho juramento de bandeira. De punhos erguidos, os soldados gritaram: "Juramos ser fiéis à pátria e lutar pela liberdade e independência. Juramos estar sempre, sempre ao lado do povo, ao serviço da classe operária, dos camponeses e do povo trabalhador. Juramos lutar com todas as nossas capacidades, com voluntária aceitação da disciplina revolucionária, contra o fascismo, contra o imperialismo. Pela democracia e poder para o povo, pela vitória da revolução socialista."
Durante o fim-de-semana o PS organizou grandes manifestações contra o totalitarismo na Alameda Afonso Henriques, em Lisboa, e segunda-feira, 24 de Novembro, o Conselho da Revolução reuniu-se enquanto, em Rio Maior, os agricultores, orientados pela CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), cortavam os acessos a Lisboa, dispondo árvores abatidas ao longo da estrada. O objectivo dos agricultores era exigir que o Conselho da Revolução acabasse com a "anarquia em Lisboa".
Receando que as barricadas de Rio Maior provocassem alguma acção de resposta da esquerda, Eanes e os operacionais do plano militar colocaram-se em alerta. O Conselho aprovou, para o comando da Região Militar de Lisboa, a nomeação de Vasco Lourenço, que entretanto se considerou desvinculado da condição que impusera, em consequência da "traição" de Otelo.
A reunião acabou tarde. Otelo saiu e dirigiu-se ao Copcon. Eram 4h30 da manhã, mas o forte estava cheio de gente. Oficiais de outras unidades, civis, militantes dos vários partidos de extrema-esquerda. Otelo atira-se para o sofá onde já estavam sentados Costa Martins, um oficial da Força Aérea ligado ao PCP, e outros oficiais da sua confiança. Diz: "Passei aqui só para vos comunicar que deixei definitivamente de ser o comandante da Região Militar de Lisboa. O Vasco Lourenço assumiu o cargo. Eu fico apenas comandante do Copcon."
Costa Martins levanta-se e diz: "Mas os pára-quedistas não vão aceitar esta situação, e vão ocupar as bases aéreas!" Otelo olha para ele. "As bases aéreas? A que propósito?"
"Isto cheira-me a golpada!", diz outro oficial, Tomé Pinto. Otelo responde: "A mim também. Aguenta aí." E chamou o major Arlindo Dias Ferreira, piloto aviador do Copcon, e o capitão Tasso de Figueiredo, da Polícia Aérea do Copcon, levou-os para uma sala à parte.
"Que significa isto? Que boca é esta do Costa Martins?"
"Otelo, isso não é nada connosco", disse Arlindo. "É a luta dos pára-quedistas com o Morais e Silva, que quer dissolver as unidades."
Otelo desconfia: "Se isso acontecesse, não poderia servir de pretexto para os Nove, que já encomendaram um plano de operações ao Eanes, para lançarem uma operação contra nós, e para liquidarem a esquerda? É que uma coisa é o apoio que eu dou aos páras, na sua luta contra o Morais e Silva. Outra coisa é eles ocuparem as bases aéreas, em resposta à minha demissão da Região Militar. Não sei se vocês estão a ver a ligação."
"Não, está descansado, não é nada disso. Nós vamos tomar providências", respondeu Arlindo.
"Então tomem as providências todas, senão há bronca." E Otelo decidiu: "Estou estafadíssimo, não estou para aturar esta pessegada, vou para casa descansar. Vocês travem-me essa porcaria, se houver alguma coisa."
"Vai, vai sossegado."
Otelo atravessou a sala e saiu. "Já dei indicações ao Arlindo. Boa noite, rapaziada."
Foi acordado ao meio-dia, pelo seu chefe de Estado-Maior, com a notícia: "Meu general, é melhor vir rapidamente para o Copcon, porque há aqui uma situação muito grave. Os pára-quedistas ocuparam as bases aéreas, de Monte Real ao Montijo, às 5h da manhã."
Otelo dirigiu-se imediatamente ao Copcon. Mal entrou, o seu chefe de Estado-Maior apontou-lhe a sala ao lado: "Meu general, está ali o comandante da Força de Fuzileiros do Continente, à sua espera."
Ribeiro Pacheco, capitão-de-fragata, de farda branca, impecável, fez continência. "Sr. general", disse ele, "vim aqui para lhe dizer que tem a Força de Fuzileiros do Continente ao seu dispor. Mande, que nós obedecemos. Se quiser, nós vamos neste momento atacar o Regimento de Comandos da Amadora. Vamos lá e destruímos aquilo tudo."
No Regimento de Comandos da Amadora, Ramalho Eanes tinha instalado o posto de comando do contragolpe. Costa Gomes assumiu o comando supremo das Forças Armadas e delegou os seus poderes em Vasco Lourenço, que atribuiu a Eanes o comando operacional. Estava tudo a postos para o combate. Se os fuzileiros atacassem os comandos, seria o início de uma guerra que ninguém podia prever quando e como terminaria. Alem dos fuzileiros, dos pára-quedistas, da Polícia Militar e do Ralis, não se sabia exactamente que outras forças poderiam sair em defesa da esquerda. Eanes, Costa Gomes, Vasco Lourenço, sabiam que tudo dependia de Otelo. Por isso, a primeira coisa que Presidente fez mal soube da saída dos páras foi chamar a Belém o comandante do Copcon.
Mas ele nunca mais chegava. Que iria Otelo fazer? Assumiria a liderança da facção que o via como o seu líder e iniciaria a guerra?
No Copcon, os dois homens olharam-se por escassos segundos. O capitão-de-fragata estava à espera da decisão, em sentido.
"Eh pá, ó Pacheco, aguente aí", disse-lhe Otelo. "Não vai fazer nada disso. O senhor vai mas é daqui, mete-se no carrinho, vai lá para a Força de Fuzileiros, em Vale do Zebro, e fique lá, calmamente, a aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Eu vou ver o que se está a passar. Fique a aguardar qualquer indicação do nosso general Costa Gomes."
O chefe dos fuzileiros saiu. O chefe de Estado-Maior de Otelo disse-lhe: "O nosso general Costa Gomes já telefonou para cá duas vezes, pedindo para o meu general se apresentar em Belém."
"Diga-lhe que vou comer qualquer coisa e já vou para lá", respondeu Otelo.
"Ainda bem que chegou, já estava a ficar aflito", disse Costa Gomes quando Otelo entrou. E só então declarou o estado de sítio.
As operações foram lançadas por Eanes, usando os comandos de Jaime Neves. À excepção da Polícia Militar, na Calçada da Ajuda, onde o tiroteio que se instalou provocou três mortos, todas as acções decorreram sem violência. Na RTP, o golpe dos esquerdistas chegou a anunciar a vitória, numa emissão rapidamente interrompida.
"Aqui não há meias-tintas, não tenho mais tempo para conversar", anunciou o jovem oficial barbudo Duran Clemente, à entrada dos estúdios do Lumiar. "Isto é tudo muito desagradável, mas, se for necessário matar, eu tenho de matar." E, depois de ter trancado o director da RTP num gabinete, avançou para o estúdio, onde iniciou um discurso sobre as delícias do poder popular, acompanhado de slides alusivos. Às 21h10, os telespectadores vêem Clemente começar a esbracejar, em protesto contra os sinais que o técnico lhe fazia, e de seguida surgirem no ecrã as imagens do filme O Homem do Diners Club, de Danny Kaye, já emitido dos estúdios do Porto.
O golpe tinha acabado. A fase louca da revolução também. Uma depuração percorreria todos os níveis das Forças Armadas. Um reequilíbrio à direita seria reposto no Conselho da Revolução. Otelo e os seus oficiais seriam presos. O Partido Comunista obteve a garantia de que não seria ilegalizado, desde que abandonasse os impulsos golpistas e aceitasse o jogo eleitoral. Ramalho Eanes emergiria como o herói do 25 de Novembro. Pouco depois era eleito Presidente da República. A fase totalitarista da revolução dava lugar ao período democrático, ainda que à custa de uma boa parte do idealismo inicial. Entrou-se na época da normalização, da revolução possível.
Mas muito ficou por explicar. Quem deu a ordem aos pára-quedistas para ocuparem as bases? Foi o PCP que preparou o golpe da esquerda? Se sim, com que objectivo? Fazer pressão para que houvesse um reequilíbrio à esquerda na composição do Conselho da Revolução e Governo, depois da queda de Vasco Gonçalves? E, nesse caso, porque desistiu? A URSS terá recuado na sua promessa de apoio? Ou terá temido que a extrema-esquerda assumisse o controlo? A ser assim, terá sido esta uma forma hábil de se desembaraçar dos esquerdistas?
E Otelo? Terá traído os companheiros? Terá tido medo? Terá avaliado a correlação de forças e concluído que perderia? Terá planeado tudo, lançando os páras na sua aventura, para provocar a reacção dos Nove, porque previu que isso era a única solução? Isso explicaria por que se fechou em casa, das 5 da manhã ao meio-dia, sem atender o telefone. Terá sido genialmente maquiavélico, ou terá sido enganado? Ou terá feito o jogo dos Nove porque, no fundo, acreditava que eles representavam o regresso à verdadeira essência dos ideais de Abril?
Apesar de todos os mistérios que persistem, visto de hoje o 25 de Novembro parece antes de tudo uma imensa encenação, em que, tacitamente, todos, da extrema-esquerda à extrema-direita, conspiraram para o mesmo desfecho. Como se estivessem cansados, e optassem pela paz.
O RALIS (Regimento de Artilharia Ligeira de Lisboa) era uma das unidades dominadas pela esquerda
O fim da aventura dos pára-quedistas de Tancos no 25 de Novembro de 75, na objectiva do fotojornalista francês da GammaAlainMaingain.
Ramalho Eanes , Jaime Neves e Vasco Lourenço
JaimeNeves
Jornalista brasileiro desvenda segredos da "Tropa de Elite"
Um jornalista do diário "Folha de São Paulo" fez-se passar por recruta da Polícia Militar do Rio de Janeiro para escrever a reportagem que venceu o Grande Prémio de Jornalismo Lorenzo Natali 2008, da União Europeia. Em anexo o vídeo com a entrevista a Rapahel Gomide.
Faleceu a Senhora Maria Caires, mãe do nosso estimado amigo Gil Rosa distinto jornalista da RDP. Pravda e seu colectivo de trabalho apresenta os seus pêsames nesta hora difícil.(Ver Dn/madeira)
Maria de Freitas faleceu no Funchal. A senhora é sogra do Sr. Tiago que foi o ex-empregado do dentista Eduardo Gomes de Freitas, pai da senhora Ana Gama, nossa colaboradora.(Ver Dn)
O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), Miguel Mendonça, prolongou por mais oito dias a visita que, entre 8 e 10 de Agosto de 2008, fez aos Estados Unidos da América (EUA), a convite das comunidades madeirenses aí radicadas. Com um valor global estimado em 35 mil euros, a viagem foi paga pelo Parlamento regional que, através da sua rubrica de aquisição e serviços, cobriu 24,5 mil euros das despesas com viagens e estadias da deslocação de Miguel Mendonça, da esposa e do chefe de gabinete, seus acompanhantes na viagem. T.N. público Amanuense reage violentamente
El 'Oasis of the Seas' es el más largo, ancho, alto y caro de todos los cruceros del mundo. Pesa 225.000 toneladas, tiene 361 metros de largo y 16 pisos. Puede transportar a 6.292 turistas y a 2.165 empleados.
Joe Skipper / Reuters
Rey de los mares. 'Oasis of the Seas', el crucero más grande del mundo, en Fort Lauderdale, Florida, donde se prepara para su viaje inaugural, que comienza el 5 de diciembre.
EFE
Fotografía en la que se ve al director de cine Roman Polanski y su ex esposa, Sharon Tate. La imagen fue tomada hace cuarenta años y será subastada por Christie's el próximo 7 de diciembre, en Nueva York (EEUU). Sharon Tate foi assassinada pelo bando do guru Charles Maison em Los Angeles a 6 de Agosto de 1969 (ver mais aqui)