Sábado, 28 de Novembro de 2009
Oposição parlamentar consegue travar a ofensiva do governo contra "os que trabalham" em Portugal

 

"Os que trabalham" entende-se pelo proletariado   das fábricas, mais todos os trabalhadores da área de serviços assim como toda a pequena burguesia urbana (incluindo pequenos comerciantes e industriais) e as classes médias do Sector não  monopolista da população.
 Foi travada com êxito a grande ofensiva antinacional contra o povo Português por parte do governo anti-socialista do 1º Ministro José Sócrates. Foi  suspenso o novo código contributivo,  todo pacote fiscal 13 diplomas foram chumbados incluindo o PEC (Pagamento Especial por Conta). Aprovação do acesso á reforma dos cidadãos que completam 40 anos de descontos para a segurança Social.

  A voz do operário fez no passado Sábado dia 21 de Novembro 130 anos

O 130.º aniversário do jornal A Voz do Operário foi assinalado no sábado, 21, com uma conferência sobre Imprensa Operária e Associativa, realizada nas instalações da instituição que herdou o nome do jornal e que lhe dá suporte. Em debate estiveram vários temas: «Imprensa operária, mutualista e associativa – história, actividade e realidade actual»; «Desafios dos novos meios de comunicação digital na luta dos trabalhadores no século XXI» e «Comunicação Social em Portugal – liberdade de expressão, concentração e controlo governamental e financeiro».
A debatê-los estiveram, entre outros, a historiadora Miriam Halpern Pereira, os professores José Rebelo e Fernando Correia, os sindicalistas Manuel Carvalho da Silva, Libério Domingues e Rosário Rato, o economista Eugénio Rosa e o provedor do telespectador da RTP Paquete de Oliveira. Outros convidados, que acabariam por não poder comparecer, enviaram as suas intervenções, que serão publicadas posteriormente. Intervieram ainda Gustavo Carneiro, da redacção do Avante!, e Augusto Flor, em nome da Confederação das Colectividades de Cultura, Recreio e DesportoNa abertura da conferência, o presidente da direcção, António Modesto Navarro, valorizou o percurso de mais de um século do jornal, lembrando que pelas suas páginas passaram «operários inteligentes e dedicados revolucionários, intelectuais que fizeram opção de classe pelos explorados e oprimidos e foram perseguidos e atacados». Modesto Navarro destacou ainda que a conferência se voltava não apenas para a história mas para a «actualidade das lutas, da organização operária e sindical, da conquista dos direitos e da liberdade de expressão e à informação independente e transformadora que esteve nos desígnios e na acção dos operários tabaqueiros quando, em 11 de Outubro de 1879, fundaram o jornal A Voz do Operário».

  Um pouco da História de a Voz

A Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário nasce num contexto histórico que, em grande parte, constitui a causa que preside à sua fundação. Um movimento operário em ascensão, num tempo marcado pela luta contra a monarquia, em que republicanos e socialistas obtêm o apoio significativo das classes laboriosas e cujos ideais não só encontram eco junto destas como as mobilizam para a transformação e a mudança.

Em Portugal, a indústria tabaqueira é, no terceiro quartel do século XIX e segundo o historiador Armando de Castro, aquela que gera o maior volume de negócios. Geradora de lucros volumosos, a indústria dos tabacos despertava o interesse de investidores e, em pouco mais de uma década, o crescimento industrial acelerado dá origem a quase uma vintena de fábricas que empregam perto de cinco mil operários, na sua grande maioria tarefeiros e jornaleiros. Ao aumento da produção não está porém associado o aumento do consumo e, em 1879, uma dura crise atinge a indústria tabaqueira, originando um forte desemprego e agravando as já difíceis condições de vida dos operários da manufactura do tabaco. Sucedem-se as greves e as manifestações, das quais os jornais da época vão dando conta, embora quase sempre, na perspectiva patronal.

Será, aliás, a recusa de um título de então em publicar uma notícia sobre as condições de vida dos operários tabaqueiros que estará na origem da criação do jornal A Voz do Operário. Custódio Gomes, operário tabaqueiro, indignado com a recusa de publicação da referida notícia terá, segundo a tradição, afirmado que “soubesse eu escrever que não estava com demoras. Já há muito que tínhamos um jornal. Bem ou mal, o que lá se disser é o que é verdade. Amanhã reúne a nossa Associação, e hei-de propor que se publique um periódico, que nos defenda a todos, e mesmo aos companheiros de outras classes”.

A proposta foi feita e aceite. Com sede no Beco do Froes (hoje rua Norberto de Araújo), ao Menino de Deus, em Lisboa, nasceu, a 11 de Outubro de 1879, o jornal A Voz do Operário pela mão de um outro operário tabaqueiro, Custódio Braz Pacheco.

A exigência financeira que implicava a manutenção do jornal leva a que os operários tabaqueiros procurem formas de sobrevivência para o projecto. É assim que, a 13 de Fevereiro de 1883, nasce a Sociedade Cooperativa A Voz do Operário em cujos estatutos se escrevia ser objecto da Sociedade “sustentar a publicação do periódico A Voz do Operário, órgão dos manipuladores de tabaco, desligado de qualquer partido ou grupo político”; “estudar o modo de resolver o grandioso problema do trabalho, procurando por todos os meios legais melhorar as condições deste, debaixo dos pontos de vista económico, moral e higiénico”; “estabelecer escolas, gabinete de leitura, caixa económica e tudo quanto, em harmonia com a índole das sociedades desta natureza, e com as circunstâncias do cofre, possa concorrer para a instrução e bem estar da classe trabalhadora em geral e dos sócios em particular”. Para tanto, os 316 sócios da altura comprometiam-se a pagar uma quota semanal de vinte réis, quantia que retiravam dos seus humildes salários.

Por solicitação dos associados, em Julho de 1883, a actividade da Sociedade foi alargada à assistência funerária, correspondendo a uma necessidade da classe que se via confrontada com o exorbitante preço dos funerais. “Um jornal e uma carreta funerária, assim começa A Voz do Operário”, escreveu Fernando Piteira Santos.» (ver mais)

 Pormenor da fachada

¿Cuántos van en el coche?
Goran Tomasevic / REUTERS Religião, ópio do Povo

¿Cuántos van en el coche? Un hombre lleva en su coche a un grupo de niños tras los rezos del primer día de Eid al-Adha, la Fiesta del Sacrificio musulmana, en Kano (Nigeria).

De negro, todos menos él
Yusuf Ahmad / REUTERS (povos mergulhados no obscurantismo religioso)

De negro, todas menos yo. Miembros de la exclusiva comunidad musulmana An Nadsier, llevan a un pequeño, mientras se dirigen a celebrar el Eid al-Adha, la Fiesta del Sacrificio musulmana, que marca el fina del la fiesta del hach, en Indonesia.

Dubai se desinfla
Ali Haider / EFE

El faraónico proyecto de Dubai se desinfla. Dubai ha causado una gran conmoción  en los mercados internacionales al pedir una moratoria de la deuda de su "holding" Dubai World, que ha desarrollado alguno de los proyectos inmobiliarios más extravagantes del mundo. En la fotografía, el hotel Palm de Dubai (Emiratos Árabes Unidos).

Carla Bruni
Eric Feferberg / Reuters

La primera dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, visita una escuela en Bondy, cerca de París.

Humor antigo

HUMOR ANGOLANO

 
O saudoso Samora Machel de Moçambique é que ficou com a fama de participar nas anedotas mas é José Eduardo dos Santos, ao pedir uma Tolerância Zero no combate à corrupção em Angola, que fica com o proveito… como humorista, naquele estilo Buster Keaton de criar a piada sem nunca se rir…


publicado por pravdailheu às 00:41
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1 comentário:
De Anónimo a 28 de Novembro de 2009 às 10:29
Vereador Calado consegue dois lugares de moradores em frente à porta da sua casa, QUE ATÉ TEM GARAGEM. Resta saber se um dos lugares é para o seu carro de rally, ou se é para o motorista estacionar o carro oficial que o ajuda a fazer os penosos 800 metros entre casa e a Câmara do Funchal. Veja as fotos aqui:
http://www.flickr.com/photos/madeiraklaustro/


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