
A expressão «complexo militar-industrial» não foi popularizada por um pacifista, revolucionário ou pessoa de esquerda. Foi um Presidente dos Estados Unidos da América, que era também um militar de carreira, quem primeiro utilizou esta expressão em 1961, no seu discurso de despedida após 8 anos na Presidência. As palavras do General Eisenhower são seguramente fruto da sua experiência directa nas mais altas esferas do poder militar e político dos EUA. Após relatar a crescente e enorme influência da estrutura militar e de grandes grupos económicos nas esferas do poder, afirmava Eisenhower:
Dwight David Eisenhower
«Nas esferas da governação, devemos proteger-nos contra a aquisição de uma influência indesejada, procurada ou não, por parte do complexo militar-industrial. Existe, e permanecerá, o potencial para um surto desastroso de poder mal concentrado. Não devemos nunca permitir que o peso desta conjugação ameace as nossas liberdades ou o processo democrático. Não devemos partir do pressuposto de que tudo esteja garantido.»
...Nos Estados Unidos criou-se, à custa de dinheiro público, uma enorme capacidade fabril nas indústrias química, eléctrica, de máquinas-ferramenta, automóvel e aeronáutica. A investigação científica tornou-se um empreendimento estatal, do qual o Projecto Manhattan [de criação da bomba atómica – N.T.] foi apenas o exemplo mais visível, e as Universidades foram incorporadas no aparelho de formação dos militares
As despesas militares dos EUA são realmente colossais. Vale a pena considerar a dimensão dos recursos envolvidos. O Orçamento militar pedido pelo Governo dos EUA para o ano de 2004 é de 399,1 mil milhões de dólares: 379,9 mil milhões para o orçamento do Ministério da Defesa e 19,3 mil milhões para o programa de armas nucleares do Ministério da Energia [2] . Trata-se duma verba astronómica, que corresponde a mais de mil milhões de dólares por dia em despesas militares, mais de 46 milhões de dólares por hora, mais de 760 mil dólares por minuto. Compare-se aquilo que os círculos dirigentes dos EUA gastam na sua máquina de guerra e morte, com aquilo que seria preciso para pôr cobro aos grandes flagelos sociais que afectam muitos milhões de seres humanos. No Relatório de Desenvolvimento Humano de 1998, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), inclui-se (p. 37) uma tabela com estimativas do « custo anual adicional para atingir o acesso universal aos serviços sociais básicos em todo os países em vias de desenvolvimento ». Com mais 6 mil milhões de dólares por ano, seria possível garantir educação básica para todos. É a verba que os EUA gastam em menos de 5 dias e meio de despesas militares . Com mais 9 mil milhões de dólares, seria possível garantir água e saneamento básico para todo o planeta. É quanto os EUA gastam em 8 dias e meio de despesas bélicas. Com mais 13 mil milhões de dólares, seria possível garantir saúde básica e nutrição em todos os países em vias de desenvolvimento. A máquina militar dos EUA consome isso em menos de 12 dias . (Clique aqui)
Em 1999, Cheney sai da Halliburton para ocupar a Vice-Presidência dos EUA, embora continue a receber cerca de um milhão de dólares por ano da empresa nos termos do acordo de cessação do seu contrato. A KBR é, entretanto, brindada com outros negócios criados pelas guerras imperiais dos EUA, como a construção de instalações no campo de concentração criado pelas Forças Armadas dos EUA na sua base de Guantanamo, em território cubano ocupado. É destes dias a notícia que a Kellogg, Brown & Root ganhou um contrato milionário, sem concurso, para obras no Iraque ocupado e destruído pela invasão norte-americana. As teias dos negócios são notáveis: fazem-se lucros a destruir, e lucros a reconstruir o que foi destruído. E não é difícil adivinhar que o pagamento dessas despesas será feito com as receitas do petróleo iraquiano, roubado na sequência da ocupação militar do país...
Dizia Lenine em 1920:
«O mesmo se passa, evidentemente, em todos os países capitalistas. Os governos são empregados da classe dos capitalistas. Os empregados são bem pagos. Os empregados são os próprios accionistas. E em conjunto tosquiam os carneirinhos ao som dos discursos sobre o “patriotismo”...».
O povo tem, muitas vezes, comportamento de miúdos, ou seja, pega facilmente em qualquer bandeira, por muito reacionária que ela seja ... (Veja Blog do Comandante Figueiredo Roblles)
La actriz Sigourney Weaver posa para los medios durante la promoción de la película Avatar en Berlín.
Simpatizantes prosaharauis han realizado diversas pintadas a favor de la activista Aminatu Haidar y en contra de Marruecos en la pared exterior de la sucursal bancaria que está situada justo debajo de la oficina de turismo de Marruecos.
Ola mortal en Bagdad. Una ola de atentados ha sacudido la capital iraquí este martes. Al menos 112 personas han muerto y hay casi 200 heridos.
Varios kilos de estupefacientes son destruidos en Kyone Ton, estado de Shan oriental (Birmania) bajo un cartel en el que se puede leer "Ceremonia de destrucción de narcóticos en el estado de Shan oriental".
Cabalgando las olas. Dos surferos cabalgan una ola de 50 pies en la bahía de Waime, en Hawaii.
Se a oposição na Assembleia da República aprovar a autorização de novo endividamento assim como também a concessão de mais fundos para o soba da Madeira, Sócrates demitir-se-á. (Fax top-secret interceptado pelo nossos serviços de inteligência)
O Iraque a ferro e a fogo.Iraquianos matam-se numa guerra absurda e fraticidaTrocou-se um ditador por terrorismo.
photo (c) Reuters
Nogueira Pinto chama “palhaço” a deputado do PS

Veja o vídeo da polémica (SIC Notícias): Ver Correio da manhã
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