Álvaro Cunhal fugiu da prisão fortaleza de Peniche há 50 anos:A 3 de Janeiro de 1960
Joaquim Gomes e Carlos Costa voltaram à prisão para recordar a fuga com Álvaro Cunhal e mais um grupo de dirigentes do PCP. Depois do ter sido preso no Luso, esta fuga marca o início do exílio do líder comunista até ao 25 de Abril.
A multidão que palmilha as ruas da vila ainda vocifera impropérios contra o árbitro do jogo de futebol que terminara uns minutos antes. Há uma figura estranha que circula em sentido contrário. Um guarda da GNR desarvorado e sem chapéu berra com ardor: "Fui traído! Fui traído!". Berra alto o azedume. Um homem corre na sua direcção, agarra-se a ele e pragueja ainda com mais estardalhaço ofensas ao árbitro. A fuga podia ter acabado neste andamento do Diabo, mas não, não acabou: Cunhal, Joaquim Gomes, Jaime Serra, Carlos Costa, Francisco Miguel, Pedro Soares, Rogério de Carvalho, Guilherme Carvalho, José Carlos e Francisco Martins Rodrigues conquistam a liberdade.
"O homem meteu-se por Peniche aos gritos, fui atrás dele e, quando o apanhei no meio da confusão, comecei a gritar ainda mais alto. Fartei-me de gritar nomes ao árbitro!", recorda Joaquim Gomes. "Foram os meus gritos que acalmaram a situação".
Jorge Alves cedera aos apetites dos sentidos e aceitara dinheiro para facilitar a fuga. Fora recrutado por Joaquim Gomes durante uma breve troca de palavras. É preciso ver que os presos estão proibidos de se dirigirem aos guardas. Vive-se ao ritmo dos incontáveis sons do apito e em obediência às vozes de mando. Joaquim Gomes arrisca. Há riscos piores: o risco do tédio dos dias que desfiam e o risco de morrer sem dar por nada. "A primeira coisa que fazíamos ao chegar a uma prisão era estudar as possibilidades de fuga". O contacto com o guarda foi um tiro no escuro. "Não sabíamos como ele iria reagir, mas disse tanto mal do Salazar, que o Álvaro Cunhal e o Jaime Serra concordaram em usá-lo".
A determinação de coagir psicologicamente os presos está pespegada no cartaz do regulamento prisional colocado na parede: o preso deve ter a sensação de que está permanente sob a vigilância dos guardas. "Queriam criar a ideia de que não podíamos fazer nada sem que nos vissem, mas a verdade é que recrutámos um deles para nos ajudar a fugir", ironiza Carlos Costa.
Joaquim Gomes estabelece o contacto com o guarda Jorge Alves e os dirigentes no exterior tratam dos pormenores: acertar a fuga e pagar a colaboração muda. Dias Lourenço, Pires Jorge e Octávio Pato congeminam o plano e escolhem um domingo: dia 10 de Janeiro. "Havia menos PIDES. Iam à sua vida", invoca Joaquim Gomes.
Os dirigentes no exterior aceitam a aposta na colaboração do GNR, mas advertem para os riscos de a operação abortar e provocar um aumento da repressão. "Se aquilo desse para o torto havia de ser bonito", lembra Pires Jorge. As coisas parecem correr mal a certa altura. O GNR comunica uma súbita alteração das escalas. A fuga terá de ser antecipada para dia 3 de Janeiro. As coisas parecem mesmo correr mal.
Os fugitivos mantêm-se inabaláveis: querem fugir. Cedem em aspectos fundamentais da segurança e abandonam a ideia do corte das linhas telefónicas em redor de Peniche para evitar as comunicações após a fuga. Irão fugir no dia 3.
Está tudo pronto. No largo fronteiriço ao Forte de Caixas, o actor Rogério Paulo pára o automóvel, abre e fecha o porta-bagagens. São quatro da tarde. Dois minutos depois, vai embora. Está dado o sinal para os presos das celas do lado norte.
Após o jantar das 19 horas, os guardas fazem soar os apitos para os presos recolherem às celas. Cunhal está no grupo que regressa ao pavilhão C sem protecção especial: somente um guarda prisional. Guilherme da Costa Carvalho ataca: neutraliza-o com um toalha embebida em clorofórmio e é o próprio Cunhal quem lhe enfia na boca uma peça que impede o guarda de enrolar involuntariamente a língua e arriscar uma morte por asfixia. "Nem piou", afirma Jaime Serra. É preciso acrescentar que tudo isto se passa ao som da 6ª Sinfonia de Tchaikovsky, tocada no gira-discos do preso Humberto Lopes, autorizado a usufruir desse pequeno prazer num contexto de descompressão do regime prisional.
Ninguém presta atenção aos acordes. Dirigem-se de imediato para a porta do refeitório. É aqui que são esperados pelo guarda Jorge Alves. Um após outro, os presos colocam-se debaixo do seu capote, atravessam o pequeno pátio paralelo às celas, passam numa zona vigiada visualmente por um segundo guarda, continuam até perto de um muro que terão de saltar.
A operação corre normalmente até ao instante em que o guarda decide abortar o plano abruptamente. "Ele andava cada vez mais assustado à medida que o tempo passava e na noite da fuga esperava cinco ou seis presos e apareceram-lhe dez", justifica Joaquim Gomes.
O guarda cede aos seus demónios pessoais, entra em pânico e decide fugir. "Os últimos tiveram de fazer o percurso sozinhos, rastejando e andando de cócoras". Dificilmente poderiam passar pelo segundo guarda. "Viemos depois a saber que era cunhado do Jorge Alves. De certeza que nos viu, mas fingiu".
Chegar ao piso inferior exige agora um salto considerável. Atiram-se para cima de uma figueira e alcançam os terrenos das hortas. Pedro Soares precipita-se, cai e fere-se num joelho. Continuam. Têm de percorrer mais um troço vulnerável e só depois alcançam a muralha. Conseguem. Escondem-se dentro da guarita. Há silêncios que podem ser de morte.
É aqui que Jaime Serra fixa os lençóis sabiamente atados por Francisco Miguel e lança a corda através da ameia. Começam a descer pela muralha na direcção do fosso, mas, chegados lá abaixo, irão provar uma amarga surpresa que ameaçará novamente comprometer a fuga. Guilherme da Costa Carvalho larga a corda demasiado cedo, abate-se sobre os pedragulhos na base da muralha e acaba estendido no chão a sangrar da cabeça. Fica ferido.
O fracasso esteve iminente desde o início. O guarda corrompido por diversas vezes deu sinais de desistência, forçou uma alteração do dia da fuga que impediu a aplicação das medidas de segurança e no decorrer da própria fuga desistiu e desistiu dramaticamente.
"Quando demos por ele estava a descer a muralha com as botas cardadas a roçar pelas paredes abaixo. Aquilo fazia um barulho imenso", lamenta Joaquim Gomes.
A fuga continua. Descida a muralha, o êxito está aqui mais perto. Carlos Costa ampara o corpulento Guilherme da Costa Carvalho pelo fosso até ao último muro que os separa da liberdade: avistam os carros e correm. O carro de Cunhal é dos primeiros a arrancar.
Dois homens ficam para trás e perdem-se na direcção da vila. Joaquim Gomes corre no encalço de Jorge Alves. O guarda da GNR desarvorado e sem chapéu berra com ardor: "Fui traído! Fui traído!". Berra alto o azedume. Joaquim Gomes corre na sua direcção, agarra-se a Jorge Alves e pragueja ainda com mais estardalhaço ofensas ao árbitro. Regressam aos carros e fogem. A fuga termina com sucesso neste andamento do Diabo.
Do nosso correspondente em Lisboa; Jorge Cordeiro
A luta de um Marinheiro heróico na prespectiva de Armindo Miranda (Um filho da escola que escreve para o nosso blog ás vezes) (Aqui)
A luta corajosa do Professor João Carlos de Gouveia prossegue em S. Vicente.Vejam com atenção a importante conferência de imprensa desta tarde no Sítio das Ginjas.
Dois aterros ilegais põem em perigo a
vida das populações
Clique Aqui e ouça declarações do Sr. Professor Gouveia aos microfones da TSF
O mamão ao lado de Gabriel Drumond é o comandante dos bombeiros, o tal que anda a fazer o 12º ano no Novas Oportunidades mas já é Comandante dos Bombeiros e diz mal do Sócrates mas faz o 12º à pala de uma medida de Sócrates. Na foto estas duas joias festejam os 500 Euros que extorquiram ao jovem democrata do Miradouro porque denunciou há tempos no seu blog o que a casa de mamões PSD de São Vicente gastava.In Mamadeira Laranja
«Temos regiões do país onde não é permitido pregar o evangelho, o amor, apontar as mazelas reais», disse Jardim Moreira sobre um caso na Madeira. «Na região da Madeira, o meu colega [cónego Manuel Martins], que era pároco da sé catedral do Funchal [foi afastado do cargo a 5 de Setembro último], porque falou nas missas da defesa das crianças, dos pobres do Funchal, teve atrás dele uma comissão do Governo do Madeira para investigarem se ele era comunista. Como se nós tivéssemos num país não sei o quê», disse Jardim Moreira, presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, à RTP, falando em pressões constantes. «Por defender e falar da pobreza é colocado numa aldeia», frisou, considerando não ser possível que «não haja liberdade de pregar pela defesa dos pobres.»
O cónego Manuel Martins foi transferido para Machico em Setembro de 2009
Afinal Manuel Martins foi obrigado a assinar a carta pedindo a transferência para a paróquia de Machico (ver DN/Blandys)
A foto da beldade que aqui se encontrava foi removida a pedido do Sr. Samvel Azatyan
De Samvel Azatyan a 30 de Setembro de 2010 às 09:16
Dear Sir,
I would like to ask for your support. One of the photographs of my wife, which was not intended for the general public, accidentally leaked to the internet, was copied and published by some people in their blogs and forums. In particular, it was published, without any consent from our side, in your blog.
In this regard, I would like to ask for your kind support in removing these photographs from your website. It is the black and white photo, by the photographer Vadim Kova, which is published just above the photo of Claudia Schiffer.
I do hope for your kind understanding and support.
With best regards SA
De SA a 14 de Outubro de 2010 às 15:35
Caro senhor, eu gostaria de pedir sua sustentação. Uma das fotografias de minha esposa, que não foi pretendida para o público geral, escapado acidentalmente ao Internet, foi copí e publicado alguns povos em seus blogs e forums. No detalhe, foi publicado, sem nenhum consentimento de nosso lado, em seu blog. Nesta consideração, eu gostaria de pedir sua sustentação amável em remover estas fotografias de seu Web site. É a foto preta e branca, pelo fotógrafo Vadim Kova, que é publicado apenas acima da foto de Claudia Schiffer. Eu espero para suas compreensão e sustentação do tipo. Com mais melhor consideração
Claudia Schiffer
Forcalhense libertou Álvaro Cunhal há 50 anosCentenário da fuga do Secretário-geral do PCP do Forte de Peniche
E já passaram 50 anos desde aquela fatídica noite que mudou a vida de José Augusto Jorge Alves e de toda a sua família, no dia 3 de Janeiro de 1960. O Cinco Quinas faz aqui uma resenha de toda a história da fuga e libertação de Álvaro Cunhal.
«No número 51, de Junho de 2005, do Jornal Cinco Quinas foi feito um dossier sobre este acontecimento que mudou a vida do forcalhense José Augusto Jorge Alves e de toda a sua família, que o levou ao suicídio passado alguns anos.
Mas recuemos no tempo.
José Alves residia, na altura, em Santarém, era soldado da Guarda Nacional Republicana (GNR) e exercia funções no quartel de Santa Bárbara na cidade de Salgueiro Maia (Revolucionário do 25 de Abril). Devido a algumas injustiças a que foi sujeito, nomeadamente, o facto de lhe negarem constantemente a promoção, José Alves demonstrou o seu descontentamento a alguns reclusos que estavam presos no Forte de Peniche, local onde fazia também escala de serviço, e que não estava contente com regime, e que gostaria de ajudar os perseguidos. A sua intenção depressa chegou aos ouvidos do Secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal que se encontrava preso no Forte de Peniche. Este foi o ponto de partida, ou melhor, o rastilho de pólvora seca para que a vida de José Alves nunca mais fosse a mesma. Álvaro Cunhal foi convencendo-o a preparar a fuga, visto que tanto o Secretário-geral do PCP como os restantes detidos políticos já estavam presos para além da pena que deveriam cumprir, como tal, José Alves considerando tudo isto uma grande injustiça ajudou na fuga daquele que foi o grande líder do partido comunista português.
O dia e a hora foram acertados assim como todo o plano de fuga. E, no dia 3 de Janeiro de 1960, depois de efectuado o pagamento/recompensa (120 contos na moeda antiga, muito dinheiro naquela altura) paga pelo PCP, José Alves apercebe-se ao ver a escala de serviço que não estava destacado na guarita n.º 3 e paga ao colega que lá estava 1200$00 para ficar no seu posto e eram perto das sete da tarde quando se deu a fuga. “…primeiro cortou os fios telefónicos da prisão, passou éter no nariz do carcereiro para que ele desmaiasse, tirou-lhe as chaves e abriu as celas. A saída deles para o exterior do forte foi com lençóis atados uns aos outros. Aí estavam já dois carros à espera que os levaram para Vale de Estacas, uma quinta na zona de Santarém. Para que não fossem apanhados durante esse percurso deitaram carpas no chão para que rebentassem os pneus daqueles que fossem atrás deles” contou a irmã Maria Aida na edição do Cinco Quinas número 51.
No entanto, este forcalhense reparou logo que tinha sido enganado, visto que inicialmente eram para ter saído apenas cinco reclusos e acabaram por sair dez, José Alves disse a Álvaro Cunhal que não foi o que tinham combinado, e o Secretário-geral respondeu-lhe: “Jorge, lá em cima mandavas tu, aqui em baixo sou eu”, referiu a irmã de José Alves.
Após a fuga, Emília Fernandes, esposa de José Alves, foi presa e acabou por dizer onde estava o dinheiro que tinham recebido como forma de pagamento (este dinheiro foi-lhe ressarcido após o 25 de Abril). António Fernandes, irmão de “Emília” também foi interrogado e preso, bem como a sua esposa Albertina.
José Alves teve que fugir para a Roménia juntamente com a sua família (que se juntou mais tarde). Segundo o que Partido Comunista lhe tinha prometido, em Bucareste iria ter uma boa vida e iria viver bem, mas tal não aconteceu e o desespero apoderou-se deste forcalhense, que estava longe do seu país, da sua casa e da sua terra natal…levando-o ao suicídio por enforcamento.
Um desfecho triste para um homem que tanto fez pelo líder do Partido Comunista, que não viu recompensado o seu acto heróico, visto que estávamos em plena ditadura. Quando a mulher do José Alves vem a Portugal, no pós 25 de Abril, falar com Álvaro Cunhal, então ministro de Estado, este não a recebeu…»
Comentários de correcção a algumas inverdades do têxto:
Assunto: Fuga de Peniche Colocado em: 2009-12-28
José Alves não teve que fugir para a Roménia. José Alves sabia bem que , ao ajudar na fuga, não poderia permanecer em solo português. Isto é do senso-comum. Os presos que escaparam foram: Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Jaime Serra, Carlos Costa, Francisco Miguel, Pedro Soares, Rogério de Carvalho, Guilherme Carvalho, José Carlos e Francisco Martins Rodrigues A fuga estava programada para o dia 10 de Janeiro, como um dos protagonistas (Joaquim Gomes) conta em reportagem no "Jornal de Notícias": "Joaquim Gomes estabelece o contacto com o guarda Jorge Alves e os dirigentes no exterior tratam dos pormenores: acertar a fuga e pagar a colaboração . Dias Lourenço, Pires Jorge e Octávio Pato congeminam o plano e escolhem um domingo: dia 10 de Janeiro." Joaquim Gomes também conta: "Não sabíamos como ele (José Alves) iria reagir, mas disse tanto mal do Salazar, que o Álvaro Cunhal e o Jaime Serra concordaram em usá-lo". Não foi Cunhal que o contactou, mas sim Joaquim Gomes. "José Alves comunica uma súbita alteração das escalas. A fuga terá de ser antecipada para dia 3 de Janeiro. As coisas parecem mesmo correr mal." Há cúmplices do lado de fora da cadeia, entre os quais o actor (já falecido) Rogério Paulo que se encontra no largo fronteiriço ao Forte de Caixas. Rogério Paulo pára o automóvel, abre e fecha o porta-bagagens. São quatro da tarde. Dois minutos depois, vai embora. Está dado o sinal para os presos das celas do lado norte.
"Após o jantar das 19 horas, os guardas fazem soar os apitos para os presos recolherem às celas. Cunhal está no grupo que regressa ao pavilhão C sem protecção especial: somente um guarda prisional. Guilherme da Costa Carvalho ataca: neutraliza-o com um toalha embebida em clorofórmio e é o próprio Cunhal quem lhe enfia na boca uma peça que impede o guarda de enrolar involuntariamente a língua e arriscar uma morte por asfixia." Não foi o José Alves que passou o clorofórmio no nariz do carcereiro, segundo o "Jornal de Notícias". A última frase inserida na notícia do "Cinco Quinas" , onde é referido que Álvaro Cunhal não recebeu José Alves não sei se será mesmo verdadeira. A informação que eu tenho é que o PCP tentou colocar a esposa de José Alves, através dos seus contactos à época, como funcionária de uma embaixada de um país do Leste da Europa, mas não num posto superior, até devido às habilitações literárias da senhora. Julgo que tal nunca acontec eu, mas não tenho a certeza. Mas que houve, com toda a certeza, negociações entre alguém do PCP e a esposa do guarda José Alves, no sentido de a ajudar, não é mentira. Já no site do PCP, a propósito da fuga de Peniche , está escrito isto : "A evasão de dez presos e da sentinela da GNR (que fizemos sair do país com o compromisso de fazermos chegar até ele a sua esposa – uma valorosa mulher – e os seus dois filhos, ele com 12 e ela com 11 anos)" (...) Logo não é o PCP que diz mal do guarda José Alves e da sua família.
Por: João Duarte (Este trabalho foi copiado daqui)
Veja entrevista com a irmã de Àlvaro Cunhal: Eugénia Cunhal (Aqui)
"O grande medo era se a PIDE apanhava o Álvaro" (Veja outra grande entrevista Aqui)
Entrevista a Maria Eugénia Cunhal
"Gostaria de não ter perdido o meu marido e dois filhos" (DN/Lisboa)
«Autorizado a comer no refeitório do Kremlin, Álvaro Cunhal, o «marxista de cristal», teve um tratamento de VIP na capital soviética - desde os 500 rublos mensais até ao apartamento no n" 5 da Vorobyovskaya Shossé. Uma visita guiada ao passado»(veja importante trabalho publicado na revistaVisão)
Júlio Fogaça esteve a dirigir o partido durante a prisão de Cunhal em Peniche. Mas acabou por ser afastado por causa da sua homossexualidade
Nota: Quanto aos acontecimentos no Luso, ocorridos há 60 anos, tem muito interesse o testemunho da única actual sobrevivente destas prisões, Sofia Ferreira,dá entrevista ao JN sobre a prisão do camarada Álvaro na casa do partido no luso. O vídeo pode ser ouvido aqui (boleia obtida daqui).aqui.
Sofia de Oliveira Ferreira nasceu em Alhandra (Vila Franca de Xira), em 10 de Maio de 1922. Por volta dos vinte anos, foi «servir» para uma casa particular, em Lisboa, onde se encontrava em 1945, quando ingressou no Partido Comunista Português (PCP). Foram as suas duas irmãs que viviam em Vila Franca de Xira, vila onde esse partido foi buscar muitos dos seus quadros no período da II Guerra Mundial, que a levaram para o PCP, antes de ingressarem na clandestinidade. A própria Sofia também foi colocada, em 1946, numa «instalação» clandestina do PCP, onde funcionava uma tipografia que imprimia o Militante e outras publicações desse partido. (ver aqui)
De Samvel Azatyan a 30 de Setembro de 2010 às 09:14
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page=5.
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De Samvel Azatyan a 30 de Setembro de 2010 às 09:19
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