Domingo, 28 de Outubro de 2007
Sílvio Silva ou a história do empresário que cresceu á sombra do regime

 É dono de um dos maiores grupos financeiros da ilha mamadeira. Começou com a sua empresa SIRAM nas iluminações para a festa de natal  e fins de ano na Madeira. Ganhou imenso dinheiro á conta dos megafestejos das escandalosas mega-iluminações pagas a peso de ouro pelo GR á sombra da Secretaria do Turismo e Cultura "ganhava" sempre os  concursos para aqueles eventos  onde se queimam todos os anos criminosamente grandes fortunas; enquantos dezenas de milhares de madeirenses apertam o cinto. Muitos a passar fome e necessidades debatendo-se com falta de emprego , e a viver do magro rendimento de Inserção.

 Depois do nosso amigo enriquecer cá, sugando escandalosamente o dinheiro que a União Europeia foi mandando para cá para ajudar os ilhéus. Diversificou e internacionalizou os seus negócios tanto no sector imobiliário como no turístico .Tem vários hotéis . Está a construir outros no Porto Santo. Agora o dinheiro que "ganhou" na Madeira, leva-o para fora. Não investe cá para dar emprego aos madeirenses Tem a sede da suas empresas em Lisboa e Londres. Tornou-se num verdadeiro magnata. Já não quer ser deputado do PPD á Assembleia Regional, já não precisa. Longe vão tempos em que precisava de ser deputado para ajudar a aprovar de manhã, as leis que  iam beneficiar as suas empresas na parte da tarde. É um caso de sucesso de oligarca jardinista. (veja a entrevista do amigo no semanário  a Tribuna ver ainda) Tribuna de 6-10 2006

Entretanto, o investimento que mais tem trazido às páginas da imprensa o Grupo Siram tem sido o complexo Colombo’s Resort, que começará a ser construído no Porto Santo, dentro em breve. É a obra de marca do Grupo orçado em cerca de 125 milhões de euros (cerca de 25 milhões de contos). Hotel, Aparthotel, Casino e outras áreas de actividades turísticas e de lazer vão compor aquele que será o maior empreendimento na ilha do Porto Santo.

No estrangeiro, para além dos investimentos feitos em Cabo Verde e em Espanha , o Grupo Siram tem vindo a estudar as perspectivas de negócios nos novos mercados da União Europeia, sobretudo nos dez países que passaram a integrar o Mercado Único, a partir de 1 de Maio passado. O modelo económico criado pelo Grupo Siram na Madeira tem “boas bases” para ser aplicado e progredir no mercado internacional.(
VER)

 

Bertold Brecht Bertolt Brecht

Como eu não me importei com ninguém

 

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)

 

 


Mais um exemplo de como neste país aqueles que denunciam a corrupção, são perseguidos , investigados, acusados e se possível condenados. As altas instâncias da Magistratura portuguesa, protegem a corrupção com a sua actuação inconsequente.

 Vejam o caso da juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC) Amália Morgado, que denunciou os magistrados que assinavam formulários em branco para que as polícias fizessem escutas telefónicas. Aqui vemos a falta de rigor e de isenção dos magistrados. Assinar em branco para os polícias e funcionários judiciais preencherem.Amália Morgado denunciou práticas pouco honestas, e está a ser investigada em inquérito pelo CSM. Eles funcionam sempre ao contrário: Primeiro contra quem denuncia ! Pois claro!

«Na entrevista, a magistrada lançou também várias críticas a procedimentos do MP e da Polícia Judiciária, no que toca a escutas telefónicas, bem como a colegas juízes, sobre quem denunciou utilizarem formulários pré-existentes, e completados por funcionários judiciais com os nomes dos arguidos, para terem menos trabalho na elaboração de despachos judiciais.»

 (Ver Jornal de Notícias do Porto)...

....  .......   ...   ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ....

«Sente na sua prática diária que há corrupção na Justiça?

Sinto que há algo que não está bem. Há coisas que me parecem menos claras. Se é corrupção na Justiça, ainda não o posso afirmar, mas sempre que se me suscitam dúvidas, elaboro o dossiê respectivo e envio para quem de Direito, o que fiz muito recentemente. E não me fiquei pelo Porto. Via de regra, essas participações, vão para os superiores hierárquicos e/ou para o Ministério Público. No caso que me pareceu de maior gravidade, mandei para o topo da autoridade.»

....«Acha que a corrupção em geral é investigada?

Ela deve ser investigada mas é excepcionalíssimo encontrar casos desses aqui no Tribunal. A ideia que tenho é que há muita corrupção, mas isso não se traduz em números de processos. Também tenho a noção de que há muito consumo e tráfico de droga e há muitos processos destas matérias.Até há pouco tempo não senti que a corrupção fosse investigada. Não havia vontade, ao que penso, principalmente política, para que certas coisas, feitas com o conhecimento de todos, começassem a ser investigadas. Veja-se o caso das Câmaras. Se calhar não devia haver uma única que não tivesse o chamado "saco azul". No entanto, só meia-dúzia, terão estado em investigação e em tempos recentes. Não se justificaria que todas elas fossem investigadas? Todos nós, no País, ao estarmos passivos, ao ver e aceitar tudo o que estava a acontecer, permitimo-nos chegar ao extremo que chegámos. Contudo, penso que esse extremo não pode chegar às magistraturas. Se ele chegou, não sei que outro reduto haverá! »

...«Disse que não era prática ouvir as cassetes das escutas...

Isso foi há cerca de 11 anos. Depois de uma grande polémica, passaram a vir sempre. Se me perguntar se são todas ouvidas, não sei responder. As minhas são. E mais se estiver a ouvir uma escuta e vir que não há mais interesse para continuar a intercepção, mando-a cancelar. Por isso só autorizava prazos curtos, e determinava que me fossem presentes, semanalmente, para audição. Nunca autorizava três meses logo de uma vez.»(Ver JN-10 Setembro de 2007)


Professor Gouveia sempre jogando "ao ataque" faz históricas afirmações ao semanário "o Sol":

«Se o entendimento jurídico-constitucional é de que a Assembleia Legislativa não é sindicável pelo poder judicial, a ser verdade o que é divulgado hoje nos meios de comunicação social, não resta outra alternativa ao Senhor Presidente da República senão a de dissolver de imediato a ALM», disse à agência Lusa João Carlos Gouveia.

«A Assembleia Legislativa da Madeira é um bunker pago pelos impostos dos portugueses, validado pelo Tribunal Constitucional», declarou João Carlos Gouveia.

Acrescentou que «se alguém tivesse a maçada de fazer um levantamento sobre a questão das imunidades nestes últimos trinta anos, o Senhor Presidente da República teria que dissolver o parlamento madeirense».

João Carlos Gouveia salientou que «o Presidente da República é o garante da Constituição, da defesa do Estado de Direito e do funcionamento normal das instituições autonómicas».

«A Assembleia Legislativa da Madeira jamais poderá ser um refúgio daqueles que estão sob a alçada da investigação criminal», concluiu.


261007 Panda enfermo, semana
Ficou doente de susto. O panda Shishi, de nove anos de idade, atendido num zoo de Huainan, China.  Está com febre causada en parte, segundo os veterinários, por ouvir os rugidos  dos leões e tigres, que vivem  próximos á sua jaula no seu respectivo parque.
241007 Tigresa con cachorro
Cuidados  maternos: Uma mãe tigre carrega o seu querido filhote no jardim  zoológico de Guwahati, na Índia.
Foto com História
251007 Muerte del Che Guevara
 Os  assassinos do Che Guevara: Soldados filhos do povo a quem o guerrilheiro pretendia libertar com a sua luta heróica.
 Um revolucionário não pode ser voluntarista, tem de avaliar com bastante sabedoria se um povo ou um determinado país está apto para que se desencadeie uma revolução. Há muitos países do terceiro mundo, terrivelmente explorados mergulhados no mais profundo obscurantismo, onde é impossível fazer-se lá uma revolução. Veja-se por exemplo o caso do Afeganistão habitado por um povo primitivo, analfabeto e vivendo ainda sob o jugo do sistema feudal.
«Esfíngico, magro, sereno. José Saramago nunca sorri durante a entrevista, nem fora dela. Concentrado nas palavras, fala quase como escreve e a conversa vai escorrendo com o comunista que não abdica das suas convicções mesmo que, aqui e ali, como reconhece, alguns dos responsáveis pela sua utopia política teimem em dar-lhe motivos de desgosto.» (Veja o desenvolvimento da entrevista no DN/Lisboa) 


publicado por pravdailheu às 10:43
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4 comentários:
De anonimo a 31 de Outubro de 2007 às 10:56
Se a Assembleia é tudo isso porque continua lá o JCG a "mamar" um ordenadão no fim do mês? E sem intervir, sem estar em nenhuma comissão, só a fingir que trabalha quando vai passear ou a dar umas conferências de imprensa. É tempo deste pravda ser mais coerente...


De pravdailheu a 31 de Outubro de 2007 às 18:15
Não seja maldoso, porque o Professor João Carlos Gouveia, é o único deputado corajoso e com tomates suficientes para combater a corrupção endémica que grassa nesta ilhota fascista.
Pela prosa de Vª Ex.ª vemos que deseja que o mamanço e a porcaria continuem!


De anonimo a 31 de Outubro de 2007 às 11:02
Este poema é totalmente o contrário do que temos visto aqui defenfido que é o "abate" dos "velhos" porque são corruptos mesmo que nunca tivessem deixado de lutar e ser coerentes. Não será que se enganaram?


De migueç a 3 de Fevereiro de 2008 às 19:30
filhos da puta k mataram che guevara....viva o comonosmo


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